O economista Marcos Mendes, em entrevista ao portal InfoMoney, criticou a atual situação das contas públicas brasileiras, destacando que metade das despesas primárias do governo está concentrada em benefícios previdenciários e assistenciais, todos definidos pela Constituição e com regra de reajuste acima da inflação. Segundo ele, essa é uma das principais razões para o déficit elevado e a falta de soluções para esse problema.
De acordo com Mendes, o Brasil enfrenta uma grave crise fiscal, com um déficit primário que já ultrapassa os R$ 100 bilhões. E, apesar de diversas tentativas de reforma da Previdência, o país ainda não conseguiu encontrar uma solução para esse problema. Para o economista, isso se deve principalmente à resistência de alguns setores da sociedade em aceitar mudanças nas regras previdenciárias.
Uma das principais questões apontadas por Mendes é o fato de que metade das despesas primárias do governo é destinada a benefícios previdenciários e assistenciais, como aposentadorias, pensões e programas sociais. Esses gastos são definidos pela Constituição e, segundo o economista, possuem uma regra de reajuste que está acima da inflação, o que contribui para o aumento do déficit.
Além disso, Mendes destaca que esses benefícios são concedidos de forma indiscriminada, sem levar em conta a capacidade financeira do país. Isso faz com que o governo tenha que arcar com um grande volume de despesas, mesmo em momentos de crise econômica, o que acaba comprometendo ainda mais as contas públicas.
O economista também critica a falta de medidas efetivas para controlar o crescimento das despesas previdenciárias. Segundo ele, o governo tem adotado apenas medidas paliativas, como a criação de novos impostos, ao invés de enfrentar o problema de frente e promover uma reforma estrutural na Previdência.
Diante desse cenário, Mendes alerta para a necessidade de uma mudança de postura por parte do governo e da sociedade como um todo. Ele ressalta que é preciso ter coragem para enfrentar os desafios e tomar medidas impopulares, mas necessárias para garantir a sustentabilidade das contas públicas e o futuro do país.
O economista também defende a importância de uma reforma tributária, que simplifique o sistema e torne a carga de impostos mais justa e equilibrada. Segundo ele, essa é uma medida fundamental para estimular o crescimento econômico e aumentar a arrecadação, o que poderia ajudar a reduzir o déficit.
Apesar das críticas, Mendes acredita que ainda há esperança para o Brasil. Ele destaca que o país possui uma economia forte e um povo empreendedor, que pode superar os desafios e retomar o crescimento. No entanto, para isso, é preciso que o governo e a sociedade trabalhem juntos em prol de um objetivo comum: o equilíbrio das contas públicas e o desenvolvimento do país.
Em resumo, a entrevista de Marcos Mendes traz à tona uma questão crucial para o futuro do Brasil: a necessidade de uma reforma estrutural na Previdência e uma mudança de postura em relação às contas públicas. É preciso que o país enfrente os desafios e tome medidas efetivas para garantir a sustentabilidade fiscal e o crescimento econômico. Somente assim poderemos construir um futuro próspero para todos os brasileiros.


