Cientistas norte-americanos criam um rato com características de mamute, uma descoberta inovadora que pode ser a chave para combater a extinção de espécies em todo o planeta. A empresa responsável pela investigação, a Colossal, tem como objetivo trazer de volta à vida animais extintos, começando pelo mamute-lanoso. Com esta notícia emocionante, a esperança de preservar a biodiversidade e proteger as espécies ameaçadas de extinção é renovada.
A Colossal é uma empresa de biotecnologia fundada por Ben Lamm e George Church, dois empreendedores visionários que acreditam que a tecnologia pode ser usada para reverter os danos causados pelo ser humano à natureza. Ao combinar biologia sintética, genética e tecnologias de ponta, a empresa está desenvolvendo uma forma de trazer de volta à vida espécies extintas, começando pelo mamute-lanoso.
O mamute-lanoso, também conhecido como mamute-das-estepes, era uma espécie de mamífero herbívoro que habitava as regiões frias da Eurásia e América do Norte durante o Pleistoceno. Infelizmente, a caça excessiva e as mudanças climáticas levaram à sua extinção há cerca de 4.000 anos. No entanto, graças aos esforços incansáveis da equipe da Colossal, esta espécie pode ser vista novamente na Terra.
A descoberta da empresa foi possível graças a uma colaboração inovadora entre cientistas e empreendedores. A equipe usou técnicas de edição de genes para inserir alguns dos genes do mamute-lanoso em células-tronco de camundongo. Essas células-tronco foram então usadas para criar embriões de camundongo que tinham uma pequena porcentagem de características do mamute-lanoso.
Embora os camundongos criados ainda sejam geneticamente camundongos, eles carregam os genes responsáveis pelas características distintas do mamute-lanoso, como pelos longos e grossos, orelhas pequenas e gordura subcutânea. Essas características são uma adaptação ao clima frio e, portanto, os camundongos com esses genes podem ser considerados “mamutes em miniatura”.
Mas por que criar ratos com características de mamute? A equipe da Colossal acredita que essa é apenas a primeira etapa para trazer de volta o mamute-lanoso completo. Eles pretendem usar esses ratos como um modelo para entender melhor como as características do mamute-lanoso se desenvolvem e como podem ser incorporadas em outras espécies. Em última análise, a ideia é criar um híbrido de mamute-elefante que seja mais resistente às mudanças climáticas e possa ajudar a repovoar áreas árticas.
Além disso, a criação de camundongos com características de mamute pode ter um impacto significativo na pesquisa médica e no desenvolvimento de novas terapias. Os cientistas acreditam que os genes do mamute-lanoso podem ter propriedades que podem ser benéficas para a saúde humana. Com essa descoberta, a Colossal não está apenas tentando trazer de volta uma espécie extinta, mas também pode abrir novas portas para a medicina e biotecnologia.
A empresa também está comprometida em garantir que a ciência seja usada para fins benéficos e éticos. A equipe da Colossal está trabalhando em estreita colaboração com especialistas em ética para garantir que todos os aspectos da criação de mamutes sejam cuidadosamente considerados e que nenhum animal sofra durante o processo.
Além do mais, a descoberta da Colossal tem o potencial de salvar outras espécies ameaçadas de extinção.



