Na última sexta-feira, as bolsas de Nova York fecharam em baixa, com o índice Dow Jones caindo 0,38% e encerrando o dia aos 40.368,96 pontos. O S&P 500, que serve como referência para o mercado de ações dos Estados Unidos, teve queda de 0,17%, enquanto o Nasdaq, que concentra empresas de tecnologia, teve uma leve baixa de 0,05%, aos 16.823,17 pontos.
Essa movimentação negativa foi influenciada pelos resultados trimestrais divulgados pelos principais conglomerados americanos, que trouxeram números mistos e sinais contraditórios. Além disso, as incertezas em relação à política econômica da Casa Branca também contribuíram para o clima de cautela entre os investidores.
Enquanto isso, no Brasil, a bolsa de valores fechou em alta, com o Ibovespa, principal índice da B3, subindo 0,45% e atingindo o patamar de 130.776 pontos, impulsionada principalmente pelo cenário político e pelas perspectivas de retomada econômica.
No entanto, o que os investidores devem ter em mente é que a volatilidade é uma característica comum do mercado financeiro e faz parte do processo de investir. É preciso ter cuidado para não tomar decisões precipitadas com base em movimentos diários e ficar atento ao cenário geral e às tendências de longo prazo.
Voltando às bolsas de Nova York, um dos principais fatores que pesaram sobre o desempenho foi a divulgação dos números trimestrais da Walt Disney, que ficaram abaixo das expectativas do mercado. As ações da empresa caíram 4,4%, puxando o índice Dow Jones para baixo.
Outra grande empresa americana que decepcionou foi a Cisco Systems, cujas ações caíram 1,8% após divulgar um crescimento de receita abaixo do esperado e revisar para baixo suas perspectivas para o próximo trimestre.
No entanto, nem tudo foi negativo. A PepsiCo teve um desempenho positivo, com suas ações subindo 0,4% após apresentar lucros e receitas acima do esperado pelos analistas.
Além disso, o relatório de emprego dos Estados Unidos mostrou que a economia do país gerou 943 mil empregos em julho, superando as expectativas do mercado e indicando uma recuperação mais forte do mercado de trabalho.
Um outro fator que contribuiu para o clima de cautela nas bolsas de Nova York foi a falta de definição em relação à política econômica da Casa Branca. O embate entre republicanos e democratas em torno do plano de infraestrutura e o possível aumento dos impostos sobre empresas ainda está em pauta, o que gera incertezas e pode afetar o desempenho das empresas.
Diante desses sinais contraditórios, é essencial que os investidores mantenham a serenidade e busquem diversificar suas carteiras, a fim de minimizar os impactos de eventos pontuais.
No Brasil, apesar da volatilidade nos mercados globais, o cenário político tem sido favorável para os investimentos. A aprovação da reforma do Imposto de Renda e as discussões em torno do novo programa social do governo podem trazer estabilidade e impulsionar a economia nos próximos meses.
Outro ponto que merece destaque é a retomada do crescimento econômico no país. A previsão do mercado é de que o PIB brasileiro cresça mais de 5% este ano, impulsionado pelo aumento do consumo e dos investimentos.
Portanto, apesar da queda nas bolsas de Nova York, há motivos para manter o otimismo em relação aos investimentos. A volatilidade faz parte do processo


