No dia 10 de setembro de 2021, o Brasil perdeu um grande nome da educação e da língua portuguesa. O professor, gramático e filólogo Evanildo Bechara faleceu aos 91 anos, após ficar internado por alguns dias no Rio de Janeiro.
Nascido em 1930, em Alagoas, Bechara dedicou sua vida ao estudo e ensino da língua portuguesa. Formado em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele se tornou um dos maiores especialistas da língua portuguesa no Brasil, sendo reconhecido e respeitado por seus colegas e alunos.
Sua carreira como professor começou em 1953, quando ingressou na Universidade Federal Fluminense. Lá, ele lecionou por mais de 30 anos e foi responsável por formar diversas gerações de estudantes. Além disso, Bechara também foi professor em outras instituições renomadas, como a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Mas foi como gramático e filólogo que Bechara se destacou ainda mais. Ele publicou diversas obras sobre a língua portuguesa, sendo a mais famosa delas o “Moderna Gramática Portuguesa”, que já está em sua 38ª edição. Além disso, ele também foi autor de outros livros importantes, como “O que é língua portuguesa” e “A língua portuguesa e a problemática da unidade nacional”.
Sua contribuição para a língua portuguesa foi inestimável. Bechara sempre defendeu a importância de se preservar a língua e seu uso correto, sem deixar de lado a evolução natural da mesma. Ele também foi um grande defensor da língua portuguesa como patrimônio cultural e identidade nacional.
Além de sua atuação como professor e escritor, Bechara também foi membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 33, que já foi de nomes como Machado de Assis e João Cabral de Melo Neto. Ele também foi membro da Academia Brasileira de Filologia e da Academia de Letras da Bahia.
Sua morte foi lamentada por diversos intelectuais e personalidades do meio literário e educacional. O presidente da Academia Brasileira de Letras, Marco Lucchesi, afirmou que Bechara era um “mestre da língua portuguesa” e que sua obra é “um monumento à inteligência e à cultura brasileira”. O escritor e imortal da ABL, Arnaldo Niskier, também prestou homenagem ao colega, dizendo que ele era “um dos maiores filólogos do Brasil”.
Bechara deixa um legado imensurável para a língua portuguesa e para a educação brasileira. Seu trabalho continuará sendo referência para estudantes e profissionais da área, e sua ausência será sentida por todos aqueles que tiveram o privilégio de conhecê-lo e aprender com ele.
A morte de Evanildo Bechara é uma grande perda para o Brasil, mas seu legado e sua contribuição para a língua portuguesa serão eternos. Que seu exemplo de dedicação e amor pela educação e pela língua sirva de inspiração para as futuras gerações. Descanse em paz, professor Bechara.



