No próximo mês de novembro, um dos mais brilhantes poetas contemporâneos completa 90 anos de vida. Helder Macedo, poeta português que recentemente conquistou o Grande Prémio da Crónica, é uma verdadeira referência na literatura lusófona. Com uma carreira admirável e uma obra vasta e profunda, o poeta confessa que escrever poesia é o seu género literário mais difícil e o que o deixa mais vulnerável.
Nascido em Lisboa, em 1935, Helder Macedo começou cedo a se dedicar à escrita. Aos 16 anos, publicou seu primeiro livro de poesia, intitulado “As Palavras da Tribo”. A partir daí, não parou mais de escrever, conquistando inúmeros prêmios e reconhecimento internacional. Com mais de 60 anos de carreira, o poeta é considerado um dos maiores nomes da literatura portuguesa contemporânea.
Sua poesia é marcada por um lirismo profundo e uma sensibilidade que toca o leitor. Através de suas palavras, Helder Macedo revela sua visão de mundo, suas angústias e anseios, sua relação com a natureza e a própria condição humana. Em cada verso, há uma entrega sincera e uma busca incessante pela verdade e pela essência do ser.
No entanto, apesar de sua genialidade e experiência, Helder Macedo confessa que escrever poesia é o seu género literário mais difícil. Em uma entrevista, o poeta afirmou que na poesia “tudo se radicaliza e muitas vezes é difícil saber se se chega a alguma verdade ou se, pelo menos, se consegue explicar aos outros o que se está a sentir”. Essa dificuldade em expressar os sentimentos mais profundos é o que torna a poesia desafiadora e, ao mesmo tempo, tão fascinante.
Além disso, o poeta afirma que a poesia é o género onde ele se sente mais vulnerável. Para ele, escrever poesia é como se expor e se abrir completamente, sem filtros ou máscaras. É uma entrega total, sem medo de ser julgado ou incompreendido. E é exatamente essa vulnerabilidade que torna a poesia de Helder Macedo tão genuína e tocante.
Ao longo de sua carreira, o poeta conquistou prêmios como o Prêmio PEN Clube Português de Poesia, o Prêmio da Associação Internacional de Críticos Literários, o Prêmio Literário Casino da Póvoa, entre outros. Além disso, é professor emérito de Estudos Portugueses e Brasileiros na Universidade de Londres e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Recentemente, foi agraciado com o Grande Prémio da Crónica, pela sua obra “Escrever é Tratar da Vida: Antologia de Crónicas”.
Helder Macedo é um poeta que ultrapassa gerações e fronteiras. Sua poesia é atemporal e universal, tocando leitores de todas as idades e nacionalidades. Suas palavras atravessam o tempo e nos fazem refletir sobre os mais diversos temas, desde as questões existenciais até as injustiças sociais. É uma poesia que nos convida a pensar e a sentir, a nos conectarmos com o mundo e com nós mesmos.
Diante dos 90 anos de vida e de uma carreira tão brilhante, Helder Macedo nos ensina que a poesia é muito mais do que um simples conjunto de palavras. Ela é uma forma de expressão e de conexão com o mundo e com o outro. É um ato de coragem e vulnerabilidade, capaz de nos transformar e de nos tocar profundamente.
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