Este sábado, 21 de junho, é o Dia Mundial da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurológica progressiva e degenerativa que afeta principalmente os neurônios motores, responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários do corpo. Infelizmente, ainda não há cura para a ELA, mas existem tratamentos e cuidados que podem melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Para entender melhor sobre a ELA e o seu impacto na vida das pessoas, o Lifestyle ao Minuto conversou com o fisioterapeuta Eduardo Gonçalves. Ele explicou que a ELA é uma doença rara, com uma incidência de cerca de 2 a 3 casos por cada 100 mil habitantes por ano, e que a sua causa ainda é desconhecida. “Trata-se de uma doença degenerativa que provoca atrofia muscular e fraqueza progressiva, levando a dificuldades na realização das atividades diárias e, em fases mais avançadas, à imobilidade”, esclarece o fisioterapeuta.
Além dos sintomas físicos, a ELA também pode afetar a fala, a deglutição e a respiração, o que pode levar a complicações como pneumonia e insuficiência respiratória. Por isso, é necessário um acompanhamento multidisciplinar para tratar os diferentes aspectos da doença.
Um dos grandes desafios da ELA é o impacto que ela tem na vida do paciente e dos seus cuidadores. “A doença não afeta apenas o paciente, mas toda a família e a rede de apoio que o rodeia. É uma condição que requer uma grande dedicação e cuidados constantes, o que pode ser muito desgastante tanto física quanto emocionalmente”, afirma Gonçalves.
Por isso, é fundamental que os cuidadores recebam o suporte necessário para desempenharem essa importante função. “É importante que os cuidadores tenham acesso a informação sobre a doença, além de apoio psicológico e orientações sobre como lidar com as diferentes necessidades do paciente, como a alimentação, higiene e posicionamento”, explica o fisioterapeuta.
Para os pacientes, é essencial também contar com um acompanhamento multidisciplinar, que inclua fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. A fisioterapia é uma das formas de tratamento mais importantes para a ELA, pois ajuda a manter a força muscular, a flexibilidade e a mobilidade, além de prevenir complicações como contraturas e úlceras de pressão.
A terapia ocupacional, por sua vez, auxilia na realização das atividades diárias, adaptando o ambiente e fornecendo equipamentos que facilitem a autonomia do paciente. Já a fonoaudiologia atua no suporte à comunicação e na melhora da deglutição, evitando complicações como engasgos e aspiração de alimentos.
É importante ressaltar que cada paciente com ELA possui um quadro clínico e uma evolução diferente, por isso o tratamento deve ser individualizado e adaptado às suas necessidades específicas. Além disso, a abordagem multidisciplinar permite uma melhor qualidade de vida e um maior tempo de sobrevida para os pacientes.
A conscientização sobre a ELA é fundamental para a melhora do diagnóstico precoce e do acesso à informação e tratamento adequados. Por isso, o Dia Mundial da ELA é uma data importante para disseminar informações e promover a solidariedade e o apoio às pessoas que convivem com a doença.
Neste Dia Mundial da ELA, o Lifestyle ao Minuto se une a essa causa e incentiva todos a conhecerem mais sobre a doença, apoiando e promovendo a inclusão e o respeito às pessoas com ELA. Vamos juntos lutar por uma sociedade mais consciente e acolhedora para



