Em junho de 2019, o mercado de petróleo passou por um período turbulento, deixando os traders em alerta e causando preocupação em todo o mundo. Com o aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, a escalada da guerra comercial entre China e EUA e a incerteza em relação à demanda global de petróleo, os preços do barril de petróleo atingiram níveis extremamente voláteis, criando uma verdadeira “montanha-russa” para os investidores.
O mês começou com uma notícia que abalou o mercado: os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o Irã, em resposta ao programa nuclear do país. Essa medida aumentou o temor de uma possível interrupção no fornecimento de petróleo, já que o Irã é um dos maiores produtores do mundo. Como resultado, os preços do petróleo subiram rapidamente, atingindo seu pico em 2019.
No entanto, essa alta foi de curta duração. Poucos dias depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que as negociações com o Irã estavam em andamento e que não havia planos de iniciar uma guerra. Essa notícia trouxe alívio ao mercado e os preços do petróleo começaram a cair novamente.
Mas a montanha-russa estava longe de acabar. No dia 13 de junho, dois navios petroleiros foram atacados no Golfo de Omã, aumentando ainda mais as tensões entre os EUA e o Irã. O governo americano acusou o Irã de ser responsável pelo ataque, enquanto o Irã negou qualquer envolvimento. Essa situação gerou ainda mais incerteza no mercado e os preços do petróleo voltaram a subir.
No dia seguinte, o mercado foi surpreendido por uma notícia ainda mais impactante: Israel lançou um ataque aéreo contra uma base militar iraniana na Síria. O governo israelense afirmou que o ataque foi uma resposta a um plano do Irã de atacar Israel com drones carregados de explosivos. Essa ação gerou ainda mais tensão na região e os preços do petróleo subiram novamente.
Mas, mais uma vez, a montanha-russa de preços do petróleo não durou muito tempo. No dia 20 de junho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que havia autorizado um ataque militar contra o Irã, mas que cancelou a ordem 10 minutos antes da ação ser realizada. Essa notícia trouxe um alívio temporário ao mercado e os preços do petróleo começaram a cair novamente.
No final do mês, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou que estenderia os cortes na produção de petróleo até março de 2020, em uma tentativa de equilibrar o mercado e manter os preços estáveis. Essa decisão foi bem recebida pelos traders e os preços do petróleo começaram a se estabilizar.
Apesar de todas as oscilações, o preço do barril de petróleo encerrou o mês de junho com uma queda de cerca de 1%, mas ainda assim, foi o mês mais volátil para o mercado de petróleo desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2014.
Para os traders, esses 12 dias de “montanha-russa” foram um verdadeiro teste de nervos e habilidades de negociação. A volatilidade extrema do mercado tornou difícil prever os movimentos dos preços do petróleo e, consequentemente, tomar decisões de investimento.
No entanto, é importante ressaltar que, apesar das incertezas e das oscilações, o mercado de petróleo é conhec



