Portugal é um país conhecido por suas belas paisagens, rica história e cultura, e também por sua gastronomia deliciosa. No entanto, há um aspecto preocupante que tem chamado a atenção nos últimos anos: a quantidade de áreas ardidas em relação à sua área total continental. De acordo com dados recentes, Portugal é o país da União Europeia com a maior percentagem de área ardida em relação à sua área total continental. Isso é motivo de preocupação para todos nós, mas também é uma oportunidade para refletirmos sobre a importância de preservar e proteger o nosso país.
De acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 2010 e 2020, Portugal registrou uma média anual de 103.000 hectares de área ardida, o que representa 0,7% da sua área total continental. Esses números são alarmantes e colocam Portugal em primeiro lugar na lista dos países da UE com a maior percentagem de área ardida, seguido pela Grécia e Espanha.
Mas o que significa exatamente essa percentagem? Isso significa que, a cada ano, uma grande parte do nosso território é consumida pelo fogo, destruindo não apenas a natureza, mas também colocando em risco vidas humanas e causando prejuízos econômicos. Além disso, a área ardida também tem um impacto negativo no meio ambiente, pois libera grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera, contribuindo para o aquecimento global.
Mas como chegamos a essa situação? Infelizmente, não há uma resposta simples para essa pergunta. Existem vários fatores que contribuem para o aumento da área ardida em Portugal, como o clima quente e seco, a falta de planejamento e gestão adequados das florestas, a negligência humana e, infelizmente, também a ação criminosa de incendiários.
No entanto, é importante ressaltar que o governo português tem tomado medidas para tentar reduzir a área ardida no país. Desde 2017, foi criado o Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, que tem como objetivo prevenir e combater os incêndios florestais. Entre as medidas adotadas estão a limpeza e gestão das florestas, a promoção da reflorestação com espécies autóctones e a implementação de sistemas de alerta e combate aos incêndios.
Além disso, o governo também tem investido em campanhas de sensibilização para a população, alertando sobre os perigos dos incêndios e a importância de adotar medidas de prevenção, como não jogar pontas de cigarro na estrada ou não fazer fogueiras em áreas florestais.
Mas não é apenas o governo que deve agir. Cada um de nós tem um papel fundamental na proteção do nosso país. É importante que tenhamos consciência dos nossos atos e adotemos medidas simples, mas eficazes, como não jogar lixo nas florestas, não acender fogueiras em áreas não autorizadas e denunciar qualquer atividade suspeita que possa levar a um incêndio.
Além disso, é necessário que haja uma mudança de mentalidade em relação à gestão das florestas. É preciso investir em técnicas de gestão sustentável, que promovam a diversidade de espécies e a preservação da natureza. Isso não apenas reduzirá o risco de incêndios, mas também trará benefícios econômicos, como a criação de empregos e o desenvolvimento do turismo ecológico.
Portugal é um país com uma riqueza natural incomparável, com uma grande variedade de ecossistemas e espécies de flora e fauna. É nosso dever proteger e preservar ess



