A compulsão por compras é um problema cada vez mais comum na sociedade moderna. Muitas vezes, nos deparamos com situações em que compramos coisas que não precisamos ou gastamos mais do que podemos, e acabamos nos sentindo mal e nos questionando sobre o motivo de agirmos dessa forma. A resposta pode estar relacionada à dopamina, um neurotransmissor responsável por nos proporcionar prazer e bem-estar.
Segundo o psicólogo Thiago Godoy, a compulsão por compras pode ser explicada como uma busca por uma “dopamina barata”. Isso significa que, ao realizarmos uma compra, sentimos uma sensação momentânea de felicidade e satisfação, mas que logo desaparece. Assim, acabamos caindo em um ciclo vicioso em busca dessa sensação de prazer novamente, que pode comprometer seriamente nossa estabilidade financeira.
O problema é que, muitas vezes, essa busca por dopamina não está totalmente consciente em nossa mente. Existem gatilhos invisíveis que podem nos levar a gastar além do que podemos, sem que percebamos. Um exemplo disso é a publicidade e o marketing, que constantemente nos bombardeiam com mensagens que nos fazem sentir a necessidade de ter determinado produto ou experiência para sermos felizes e aceitos socialmente.
Além disso, a sociedade atual nos incentiva a consumir de forma desenfreada, mostrando que o ter é mais importante do que o ser. Somos levados a acreditar que nossas conquistas pessoais e nossa felicidade dependem do que possuímos, e não de quem somos. Esse pensamento distorcido pode nos levar a uma busca constante por compras e acumulação de bens materiais, mesmo que isso comprometa nossa saúde financeira.
Outro fator que pode contribuir para a compulsão por compras é o desequilíbrio emocional. Muitas vezes, utilizamos as compras como uma forma de aliviar nossas emoções negativas, como tristeza, ansiedade e estresse. A sensação momentânea de prazer que a dopamina nos proporciona pode ser um escape para esses sentimentos, mas que não resolve o problema em si. Com o tempo, essa atitude pode se tornar um hábito prejudicial, gerando uma dependência emocional das compras.
Mas então, como podemos lidar com esse problema e evitar cair nessas armadilhas? A primeira e mais importante atitude é conscientização e autoconhecimento. É fundamental entendermos quais são nossos gatilhos emocionais e como a publicidade e o marketing podem nos influenciar. A partir disso, podemos criar estratégias para lidar com essas situações e não sermos levados pela compulsão.
Outra atitude importante é buscar um equilíbrio emocional, buscando outras formas de lidar com nossas emoções negativas. A prática de atividades físicas, hobbies, meditação e terapias são ótimas alternativas para aliviar o estresse e a ansiedade, sem comprometer nossa saúde financeira.
Além disso, é importante aprender a valorizar o que já temos e não cair no ciclo de sempre querer mais. A gratidão pode ser uma ferramenta poderosa para nos ajudar a perceber que a felicidade não está em coisas materiais, mas sim em nossas relações e conquistas pessoais.
Precisamos entender que a compulsão por compras é um problema sério, que pode afetar nossa vida de diversas maneiras, não só financeiramente. Buscar ajuda profissional é fundamental para lidar com esse comportamento e evitar que ele se torne um vício.
Em resumo, a compulsão por compras funciona como uma “dopamina barata” que alivia emoções, mas que pode comprometer nossa estabilidade financeira e bem-estar emocional. É importante estarmos atentos aos



