A aviação é uma das principais formas de transporte usadas no mundo todo. Ela nos conecta com pessoas, lugares e culturas ao redor do globo, nos permitindo explorar novos horizontes e expandir nossos conhecimentos. No entanto, com o aumento contínuo do tráfego aéreo, também aumenta a preocupação com os impactos ambientais dessa indústria. É fato conhecido que a aviação é responsável pela emissão de gases de efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2), mas você sabia que existem outros efeitos não-CO2 igualmente prejudiciais ao meio ambiente? Segundo a Zero, organização que luta contra as mudanças climáticas, estes efeitos podem ser responsáveis por “pelo menos metade do impacto climático total da aviação”. Neste artigo, vamos explorar mais sobre esses efeitos e entender por que é tão importante considerá-los em nossas discussões sobre mudanças climáticas.
Antes de nos aprofundarmos nos efeitos não-CO2 da aviação, é importante entendermos o impacto que o CO2 já tem no meio ambiente. O dióxido de carbono é um gás de efeito estufa que, quando liberado na atmosfera, atua como uma “cobertura” que retém o calor e aumenta a temperatura do planeta. Essa é uma das principais causas do aquecimento global e das mudanças climáticas que estamos vivenciando atualmente. A aviação é responsável por cerca de 2% das emissões globais de CO2, o que pode não parecer muito, mas levando em consideração o aumento contínuo do tráfego aéreo, esse número tende a crescer significativamente.
No entanto, além do CO2, os aviões também emitem outros gases e partículas que contribuem para o aquecimento global e outras consequências ambientais. Esses gases incluem óxido nitroso (N2O), metano (CH4) e, principalmente, vapor d’água. Estudos mostram que o vapor d’água emitido pelas aeronaves nas altas altitudes pode ser um fator importante no aumento da formação de nuvens, o que pode levar a um aumento nas temperaturas superficiais. Além disso, as emissões de óxido nitroso e metano também contribuem significativamente para o aquecimento global, sendo que o óxido nitroso, em particular, tem um impacto ainda maior que o CO2.
Além desses gases, a aviação também emite partículas, tais como o black carbon (carbono negro), que é formado pela queima incompleta de combustíveis fósseis. Essas partículas tendem a permanecer na atmosfera por um longo período de tempo e podem aquecer o planeta, além de serem prejudiciais para a saúde humana. Estima-se que, quando combinados, os efeitos não-CO2 da aviação podem ser responsáveis por “pelo menos metade do impacto climático total da aviação”.
Mas por que é tão importante considerarmos esses impactos não-CO2 da aviação? A resposta é simples: porque eles também contribuem para as mudanças climáticas e, se não forem levados em conta, podem prejudicar ainda mais o meio ambiente e a saúde das pessoas. Além disso, quando se trata de encontrar soluções para combater as mudanças climáticas, é essencial considerar todos os fatores envolvidos, e não apenas o CO2. Apenas desta forma poderemos alcançar resultados verdadeiramente eficazes.
Felizmente, várias iniciativas estão sendo tomadas para reduzir os efeitos não-CO2 da aviação. Uma delas é o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis, que podem substituir os combustíveis fósseis



