Refinarias, transportadoras e distribuidoras de combustíveis se unem para garantir abastecimento no Rio de Janeiro
Uma força-tarefa foi implementada pelas refinarias, transportadoras e distribuidoras de combustíveis para garantir o abastecimento no Rio de Janeiro após a interdição da Refinaria de Manguinhos (Refit), na sexta-feira (26). Coordenada pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a operação tem como objetivo principal evitar qualquer impacto no fornecimento de gasolina, diesel e outros derivados aos consumidores finais, incluindo clientes industriais.
O plano de contingência conta com o aumento da produção da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, localizada na região metropolitana do Rio de Janeiro, e uma frota adicional de cerca de 200 caminhões por dia para transportar produtos a partir das refinarias de São Paulo. Além disso, uma sala de situação coordenada pelo IBP está monitorando o fornecimento em tempo real para identificar possíveis gargalos e facilitar a comunicação com as autoridades públicas.
A interdição da Refit foi decidida após uma fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), órgão regulador da indústria de petróleo no país. A ação contou com o apoio da Receita Federal e da Marinha e foi motivada por suspeitas de irregularidades, como fraudes na operação da refinaria, importação de combustíveis e sonegação de impostos.
A Refit atendia aproximadamente 20% do mercado do Rio de Janeiro, principalmente a Baixada Fluminense e o norte do estado, e 10% do mercado paulista, especialmente de gasolina. Sua interdição pode afetar diretamente o abastecimento dessas regiões, o que justifica a ação imediata da força-tarefa criada pelo IBP.
O Brasil possui um parque de refino robusto, liderado pela Petrobras, e a atuação de empresas privadas e a possibilidade de importação regular de derivados garantem a segurança do suprimento energético. Por isso, é fundamental que medidas como essa sejam tomadas para garantir o abastecimento e evitar prejuízos para a população e para a economia do país.
A Operação Cadeia de Carbono, desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano passado, investiga a ligação da quadrilha Primeiro Comando da Capital (PCC) com esquemas de lavagem de dinheiro e comercialização de combustíveis clandestinos. A ANP constatou uma série de irregularidades na Refit durante a fiscalização, o que motivou a interdição cautelar até que as questões sejam esclarecidas.
A Refit, que foi fundada em 1954 e passou a se chamar Refit em 2017, é a mais antiga refinaria privada do Rio de Janeiro e emprega cerca de 2,5 mil pessoas. Após a interdição, a empresa emitiu um comunicado aos investidores afirmando que ainda não há uma decisão definitiva sobre o caso e que está empenhada em esclarecer qualquer irregularidade apontada pelas autoridades.
O Instituto Combustível Legal (ICL), que também representa empresas do setor e se dedica ao combate à concorrência desleal, manifestou apoio à ação do poder público e reforçou a importância de medidas como essa para combater fraudes e moralizar um setor estratégico para a economia do país.
É fundamental que as empresas atuantes no mercado de combustíveis sigam rigorosos mecanismos de controle da cadeia de distribuição para impedir que produtos sejam adulterados ou comercializados por estabelecimentos comandados por facções criminosas. A Refit af



