Três jornalistas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foram escolhidos entre os 100 +Admirados jornalistas do país. Raissa Saraiva e Patrícia Serrão, da Radioagência Nacional, e Luciana Barreto, da TV Brasil, se destacaram entre mais de 2,3 mil profissionais e foram reconhecidas por seu talento e dedicação no campo da comunicação.
Raissa, editora da Radioagência Nacional e uma das criadoras do podcast Vide Bula, expressou sua alegria e orgulho pelo reconhecimento: “Fico muito feliz em representar a EBC e a comunicação pública, mas fico ainda mais feliz por representar a comunidade rara, as pessoas com deficiência, com doenças raras, os neurodivergentes. Foi graças a eles que chegamos a essa premiação.”
Patrícia Serrão, também editora e criadora do podcast Vide Bula, destacou a importância da diversidade na premiação: “É muito importante esse prêmio ter reconhecido diferentes categorias e jornalistas de diferentes regiões do Brasil, dando voz a diversas vozes da imprensa que nem sempre são ouvidas. Também tivemos discursos vencedores sobre diversidade, o que é sempre muito relevante. Eu e a Raissa estarmos aqui como pessoas com doenças raras e PCDs também é significativo, pois representa a diversidade e dá visibilidade a essa causa. Isso faz parte do jornalismo, especialmente do jornalismo público que é o que fazemos.”
A escolha dos 100 +Admirados jornalistas foi feita através dos votos dos próprios colegas de profissão em redações, assessorias de imprensa e agências de comunicação de todo o Brasil. A votação ocorreu em dois turnos, com uma grande participação da comunidade jornalística.
A apresentadora da TV Brasil, Luciana Barreto, ressaltou a presença de jornalistas negras no palco durante a cerimônia de premiação: “Quem é jornalista sabe que nossa vida é de muita resiliência, dedicação e devoção, mas também de inspiração. Estar entre os 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros é experimentar todas essas palavras de uma única vez. A edição de 2025 teve um gostinho especial porque lotamos a premiação com diversidade racial. Foi lindo demais!”
O prêmio possui diversas categorias e a seleção regional foi marcada pela presença de três mulheres negras no topo: Kátia Brasil, do Amazônia Real, ficou em primeiro lugar pela Região Norte, Dulcineia Novaes, repórter da Globo Paraná, pela Região Sul e Basília Rodrigues, da Abraji, pela Região Centro-Oeste. Basília fez um discurso contundente contra o racismo nas redações: “Ser jornalista é bom, mas tem suas dificuldades. Enfrentar um ambiente racista e mentiroso limita ou tira suas oportunidades. Enfrentar um ambiente racista e mentiroso que finge ser antirracista, que alimenta crises e se incomoda com sua presença, com seu brilho, com seu talento, é pior ainda. O jornalismo tem problemas enormes que vão muito além da inteligência artificial. Problemas antigos.”
O prêmio de jornalista mais admirado do Brasil ficou com Caco Barcelos, da TV Globo, que fez uma defesa da reportagem – “um formato em extinção”, segundo ele. Barcelos compartilhou o prêmio com outros colegas de profissão, entre eles, o fotógrafo Paulo Pinto, da EBC.
O Prêmio os 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros está em sua terceira edição, sendo as duas primeiras realizadas em 2014



