O Fólio, Festival Internacional de Literatura de Óbidos, celebrou este ano a sua 10ª edição, sob o tema “Fronteiras”. Durante nove dias, entre 09 e 18 de outubro, a vila medieval de Óbidos foi palco de um evento cultural que reuniu escritores, artistas e amantes da literatura de todo o mundo. E, segundo o diretor do festival, Filipe Daniel, esta edição foi “memorável” e “plena de significado”.
Ao longo dos últimos 10 anos, o Fólio tem vindo a afirmar-se como um dos principais eventos literários do país, atraindo cada vez mais público e reconhecimento internacional. E este ano não foi exceção. Com uma programação diversificada e de qualidade, o festival conseguiu mais uma vez surpreender e encantar os seus visitantes.
O tema “Fronteiras” foi escolhido com o intuito de explorar as diferentes formas de fronteiras que existem na literatura e na vida. Desde as fronteiras geográficas e políticas, até às fronteiras entre géneros literários e culturas, o Fólio abordou um tema atual e relevante, que despertou a curiosidade e a reflexão dos participantes.
Ao longo dos nove dias de festival, foram realizados mais de 200 eventos, entre debates, mesas-redondas, lançamentos de livros, exposições, concertos, performances e atividades para crianças. A diversidade de temas e formatos permitiu que o Fólio atraísse um público variado, desde os mais jovens até aos mais experientes, e de diferentes áreas de interesse.
Entre os convidados internacionais, destacaram-se nomes como o escritor e ativista nigeriano Chimamanda Ngozi Adichie, o poeta e ensaísta brasileiro Antonio Cicero, a escritora e jornalista angolana Ondjaki e o escritor e jornalista moçambicano Mia Couto. Mas também houve espaço para autores portugueses, como José Luís Peixoto, Ana Luísa Amaral, Afonso Cruz e Valter Hugo Mãe, entre outros.
Além dos debates e conversas com os escritores, o Fólio também promoveu encontros entre diferentes formas de arte, como a literatura, a música, o teatro e a dança. Destaque para o concerto de abertura, com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a participação do escritor Gonçalo M. Tavares, e para a performance “Fronteiras Invisíveis”, que juntou o escritor José Eduardo Agualusa e o bailarino e coreógrafo Marcelino Sambé.
Outro momento marcante desta edição foi a homenagem ao escritor José Saramago, que completaria 98 anos no dia 16 de outubro. O Fólio dedicou um dia inteiro ao autor, com a exibição do documentário “José e Pilar”, sobre a sua vida e obra, e a realização de uma mesa-redonda com a presença de Pilar del Río, viúva de Saramago, e de vários escritores que foram influenciados pelo seu trabalho.
Além da programação principal, o Fólio também promoveu atividades paralelas, como a Feira do Livro, que contou com a presença de mais de 80 editoras, e o Fólio Educa, que levou a literatura às escolas e envolveu mais de 2000 alunos.
Para Filipe Daniel, diretor do Fólio, esta edição foi “memorável” e “plena de significado”, não só pelo tema escolhido, mas também pela qualidade e diversidade da programação, e pela adesão do público. O festival conseguiu ultrapassar as fronteiras físicas e culturais, promovendo o diálogo e a



