No dia 11 de dezembro de 2019, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos anunciou uma nova regulamentação que permitirá que as autoridades do país exijam que os não-cidadãos sejam fotografados em aeroportos, portos marítimos e passagens terrestres. A medida, que entrará em vigor no início de 2020, é uma expansão do uso do reconhecimento facial nas fronteiras, e tem como objetivo tornar os processos de imigração mais seguros e eficientes.
De acordo com a nova regulamentação, os não-cidadãos que entram ou saem dos EUA serão obrigados a passar por uma verificação biométrica, que inclui a captura de uma fotografia facial. Essa medida será aplicada a todos os visitantes, incluindo detentores de visto e residentes permanentes legais. Além disso, as autoridades poderão exigir a verificação facial de forma aleatória durante a permanência no país.
O reconhecimento facial já é utilizado em alguns aeroportos americanos, mas com a nova regulamentação, o sistema será expandido para todos os portos de entrada. A ideia é criar um banco de dados com as imagens faciais dos não-cidadãos, o que permitirá às autoridades rastrear os indivíduos e identificar possíveis ameaças à segurança nacional.
A decisão de expandir o uso do reconhecimento facial nas fronteiras tem gerado debates e preocupações sobre a privacidade dos indivíduos. No entanto, as autoridades defendem que a tecnologia é uma ferramenta eficaz para garantir a segurança do país e facilitar o processo de imigração. Além disso, afirmam que a nova regulamentação está em conformidade com as leis de privacidade dos EUA e que as imagens faciais serão excluídas após 12 horas.
Segundo o Departamento de Segurança Interna, a implementação do sistema de verificação facial nas fronteiras já apresentou resultados positivos, com a identificação de impostores e a detecção de tentativas de entrada ilegal no país. Com a expansão do uso da tecnologia, espera-se uma maior eficiência e precisão no processo de identificação de não-cidadãos, o que aumentará a segurança das fronteiras americanas.
Além disso, a nova regulamentação também visa acelerar o processo de entrada nos EUA, já que a verificação facial é mais rápida do que os métodos tradicionais. Isso é especialmente importante em um momento em que o país recebe um grande número de visitantes durante as festas de fim de ano e outros eventos especiais.
A decisão de expandir o uso do reconhecimento facial nas fronteiras é mais um passo dos EUA em direção à modernização dos processos de imigração. Nos últimos anos, o país tem investido em tecnologias para tornar os procedimentos mais seguros e eficientes, como a implementação do sistema de autorização eletrônica de viagem (ESTA) e do programa Global Entry, que agiliza a entrada de viajantes frequentes.
Com a nova regulamentação, os EUA se juntam a outros países que já utilizam o reconhecimento facial em suas fronteiras, como Canadá, Austrália e Reino Unido. A medida também está alinhada com as recomendações da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que defende a utilização de tecnologias para garantir uma migração segura e ordenada.
Em resumo, a expansão do uso do reconhecimento facial nas fronteiras dos EUA é uma medida positiva que visa tornar o processo de imigração mais seguro, eficiente e ágil. A tecnologia é uma ferramenta importante para garantir a segurança das fronteiras e identificar possíveis ameaças à segurança nacional. Além disso, a



