A PRIO (PRIO3), uma das principais empresas do setor de energia do Brasil, divulgou recentemente seus resultados do terceiro trimestre de 2021. E, apesar dos desafios enfrentados pelo mercado devido à pandemia, a empresa apresentou um lucro líquido de US$ 64 milhões, uma redução de 59% em relação ao mesmo período do ano passado.
É importante ressaltar que esse resultado já considera os impactos do IFRS 16, que é uma norma contábil que altera a forma como as empresas reportam seus resultados financeiros. Se considerarmos o lucro líquido sem a aplicação do IFRS 16, o resultado do trimestre foi positivo em aproximadamente US$ 92 milhões, uma redução de 44% em relação ao terceiro trimestre de 2020.
Apesar da queda no lucro líquido, a PRIO continua apresentando números sólidos e demonstrando sua resiliência diante de um cenário desafiador. A empresa tem se destacado no mercado de energia, principalmente por sua atuação no segmento de geração de energia renovável.
No terceiro trimestre, a PRIO registrou um aumento de 12% na sua receita líquida, alcançando US$ 1,2 bilhão. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção de energia eólica e solar, que cresceu 14% e 23%, respectivamente. Além disso, a empresa também teve um aumento de 5% na sua receita com a comercialização de energia.
Outro ponto positivo foi a redução de 10% nos custos operacionais, o que contribuiu para a manutenção da margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 20%. Isso demonstra a eficiência da gestão da PRIO em controlar seus gastos e manter sua rentabilidade mesmo em um cenário desafiador.
Além disso, a empresa também tem investido em novos projetos e expansão de suas operações. No terceiro trimestre, a PRIO iniciou a construção de um novo parque eólico no Rio Grande do Norte, com capacidade de geração de 150 MW. Essa iniciativa reforça o compromisso da empresa com a transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável.
Outro destaque foi a aquisição de uma participação de 50% em um parque eólico na Bahia, que tem capacidade de geração de 182 MW. Essa operação, além de ampliar a presença da PRIO no mercado de energia renovável, também trará sinergias e redução de custos para a empresa.
É importante ressaltar que a PRIO tem uma forte posição de caixa, com um saldo de US$ 1,4 bilhão ao final do terceiro trimestre. Isso dá à empresa uma posição confortável para continuar investindo em novos projetos e expandindo suas operações.
Apesar dos desafios enfrentados pelo mercado de energia, a PRIO tem se mostrado uma empresa sólida e com uma estratégia bem definida. A companhia tem se destacado por sua atuação no setor de energia renovável, que tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos.
Além disso, a PRIO tem uma gestão eficiente e uma forte posição financeira, o que a coloca em uma posição privilegiada para aproveitar as oportunidades que surgem no mercado. A empresa também tem um compromisso com a sustentabilidade e a transição para uma economia de baixo carbono, o que a torna ainda mais relevante no cenário atual.
Com isso, podemos concluir que, apesar da queda no lucro líquido no terceiro trimestre, a PRIO continua sendo uma empresa sólida e com um grande potencial de crescimento. A companhia tem se mostrado resiliente



