Na tarde da última sexta-feira (31), os moradores de Diadema, na região metropolitana de São Paulo, foram surpreendidos por uma cena inusitada: o empresário Roberto Dreger voltou a jogar dinheiro da ponte da Avenida Ulysses Guimarães, em um ato de protesto contra a corrupção.
Essa não foi a primeira vez que Dreger realizou essa ação. Em 2016, ele já havia lançado cédulas de dinheiro do alto da mesma ponte, em um gesto simbólico de repúdio à corrupção que assola o país. E, mais uma vez, sua atitude chamou a atenção de dezenas de pessoas que correram para tentar pegar as notas lançadas.
O episódio, que ficou conhecido como “chuva de dinheiro”, ganhou destaque nas redes sociais e dividiu opiniões. Enquanto alguns elogiaram a atitude do empresário, outros criticaram, alegando que o dinheiro poderia ter sido doado para instituições de caridade ao invés de ser “desperdiçado” dessa forma.
No entanto, Dreger defende sua ação como uma forma de chamar a atenção para a corrupção que assola o país. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que “a corrupção é um câncer que precisa ser combatido e que, infelizmente, ainda está presente em todos os níveis da sociedade brasileira”.
E ele não está errado. A corrupção é um problema grave que afeta não só a economia do país, mas também a vida de milhões de brasileiros. Segundo dados da Transparência Internacional, o Brasil ocupa a 105ª posição no ranking de percepção da corrupção, entre 180 países avaliados. Isso significa que estamos entre os países mais corruptos do mundo.
Diante dessa realidade, é compreensível que Dreger tenha decidido protestar de forma tão impactante. Afinal, a corrupção não é um problema que pode ser ignorado ou minimizado. Ela afeta diretamente a vida de todos os cidadãos, seja através da falta de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação, seja através do desvio de recursos públicos que poderiam ser utilizados em benefício da população.
Além disso, a atitude de Dreger também serve como um alerta para a importância da participação ativa da sociedade na luta contra a corrupção. Não podemos ficar apenas esperando que os governantes tomem medidas efetivas para combater esse problema. É preciso que cada um de nós faça a sua parte, denunciando casos de corrupção e exigindo transparência e ética por parte dos nossos representantes.
É claro que jogar dinheiro da ponte não é a solução para o problema da corrupção. Mas, de certa forma, essa ação simbólica de Dreger conseguiu chamar a atenção para uma questão que muitas vezes é ignorada ou tratada com descaso pela sociedade. E isso é um passo importante para que possamos construir um país mais justo e honesto.
Portanto, ao invés de criticar a atitude do empresário, devemos refletir sobre o que podemos fazer para combater a corrupção em nosso país. Afinal, é através de pequenas ações individuais que podemos construir uma sociedade mais ética e transparente.
Que a “chuva de dinheiro” de Dreger sirva como um lembrete de que a corrupção não pode ser tolerada e que cada um de nós tem um papel fundamental na construção de um Brasil melhor. E que, juntos, possamos transformar essa atitude simbólica em ações concretas que levem a uma mudança real em nossa sociedade.



