O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, vem enfrentando uma série de críticas e repercussões na mídia e nas redes sociais após divulgar em vídeo medidas de controle da chegada de pessoas na cidade. A iniciativa tem como objetivo garantir a ordem e evitar que pessoas em situação de vulnerabilidade fiquem desamparadas na capital catarinense.
Segundo o prefeito, o sistema implantado na rodoviária local conta com a atuação da equipe de assistência social, que identifica os indivíduos que chegam à cidade sem emprego ou moradia. Quando isso acontece, a prefeitura fornece a passagem de volta para a pessoa, buscando evitar que ela fique sem amparo e aumente os índices de população de rua na cidade.
Com essa iniciativa, o prefeito já conseguiu enviar de volta para suas cidades de origem mais de 500 pessoas que chegaram a Florianópolis sem qualquer vínculo com a cidade. O objetivo, segundo Topázio Neto, é reforçar ainda mais essa atuação durante o período de verão, quando o fluxo de turistas aumenta consideravelmente.
No entanto, a medida tomada pelo prefeito tem gerado questionamentos e críticas, principalmente por aqueles que desconhecem a realidade da cidade. Muitos acreditam que se trata de um controle migratório, o que não é verdade. O que a prefeitura de Florianópolis está buscando é garantir o bem-estar e a dignidade das pessoas que chegam à cidade, não impedindo sua livre circulação, mas sim oferecendo ajuda e orientação para que elas não fiquem em situação de vulnerabilidade.
É importante esclarecer que a circulação em todo território nacional é livre, conforme previsto por lei. Porém, em situações emergenciais, como a que vivemos durante a pandemia, é possível haver restrições visando garantir a saúde e o bem-estar de toda população. No caso de Florianópolis, não se trata de uma emergência sanitária, mas sim de uma ação de assistência social.
Logo, não há embasamento legal para impedir a entrada de pessoas na cidade. O objetivo da prefeitura é impedir que ela se torne um depósito de pessoas em situação de rua, que foram mandadas para lá por outros municípios. Isso é um ato de responsabilidade e cuidado com a população florianopolitana.
Há, também, aqueles que acreditam que se trata de uma medida autoritária ou até mesmo fascista. Porém, é importante ressaltar que a atitude do prefeito está longe de ser discriminatória ou excludente. Pelo contrário, ela busca garantir que todos sejam tratados com respeito e dignidade, oferecendo ajuda e orientação para aqueles que precisam.
Diante desses questionamentos, é importante ouvir também a opinião da antropóloga, historiadora e membro da Academia Brasileira de Letras, Lilia Schwarcz, que se manifestou sobre o assunto nas redes sociais. Porém, é preciso esclarecer que sua opinião é baseada em interpretações equivocadas da medida tomada pelo prefeito.
Florianópolis é uma cidade brasileira, onde todos os brasileiros têm livre circulação garantida por lei. O que a prefeitura está buscando é garantir que as pessoas não fiquem em situação de vulnerabilidade e sem perspectivas de vida. Isso é uma medida humanitária, e não uma atitude autoritária ou fascista.
Portanto, é importante que a população entenda que as medidas tomadas pelo prefeito de Florianópolis têm como objetivo garantir a ordem, a saúde e o bem-estar de todos os cidadãos da cidade. É preciso que haja empatia e compreensão em relação à situação das pessoas que chegam à capital



