O Dia da Consciência Negra é um feriado inspirador que celebra a cultura e a história da população negra no Brasil. Neste ano, o feriado cai em uma quinta-feira, dia 20 de novembro, e é um momento importante para refletirmos sobre a luta e a resistência dos negros no país. Em São Paulo, diversas atividades culturais e educativas estão sendo realizadas para celebrar essa data tão significativa.
Uma das principais atrações é a Expo Internacional da Consciência Negra, que acontece nos dias 19 e 20 de novembro no Centro Cultural São Paulo, no bairro Vergueiro. Com o tema Afrofuturismo, a feira promove a educação antirracista e o afroempreendedorismo, incentivando o protagonismo negro e reafirmando a importância da cultura africana na construção da identidade brasileira. Além disso, o evento também celebra as transformações sociais conquistadas pelas comunidades negras, indígenas e de imigrantes no país.
O afrofuturismo é um conceito que propõe o planejamento de projetos futuros com o protagonismo negro e a reinterpretação do passado sob uma perspectiva afrocentrada. Essa é uma forma de valorizar a história e a cultura negra, que muitas vezes são apagadas e marginalizadas pela sociedade. A Expo Internacional da Consciência Negra é uma oportunidade de conhecer mais sobre essa temática e se inspirar para construir um futuro mais igualitário e inclusivo.
Outra atividade que merece destaque é a roda de conversa “Samba, Censura e Resistência durante a Ditadura Militar”, que acontece no Memorial da Resistência de São Paulo, no bairro Santa Ifigênia. O encontro, que será realizado no dia 20 de novembro às 14h, abordará a censura de letras de samba-enredo durante a ditadura civil-militar no Brasil. O samba é uma expressão cultural de resistência negra e popular, e essa roda de conversa é uma oportunidade de refletir sobre o papel histórico dessa manifestação artística na luta por liberdade e igualdade.
O Memorial da Resistência é um espaço importante para preservar a memória e a história da resistência contra a ditadura no país. E, nesse contexto, é fundamental destacar a participação das escolas de samba, que foram alvo de censura e perseguição durante o regime militar. A escola de samba Casa Verde, por exemplo, foi uma das pioneiras em desfiles organizados em São Paulo, em 1968, durante o período da ditadura. E, através de documentos originais encontrados em seus arquivos, a escola comprovou a censura nas letras de samba-enredo. Essa é uma importante forma de resgatar a história e valorizar a resistência negra na construção da identidade brasileira.
A Caixa Cultural São Paulo, localizada na Praça da Sé, também está com uma programação especial para o feriado do Dia da Consciência Negra. O destaque fica por conta do musical “Menino Mandela”, que apresenta uma visão da infância do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. O líder político é um símbolo de luta dos negros pelo fim do apartheid e vencedor do Prêmio Nobel da Paz. O espetáculo estará em cartaz de 20 a 23 e de 27 a 30 de novembro, e é uma oportunidade de conhecer mais sobre a história e o legado de Mandela.
Além do musical, a Caixa Cultural também oferece uma oficina de músicas tradicionais africanas nos dias 22 e 23 de novembro. A atividade propõe uma imersão no universo de sons, ritmos, danças e brincadeiras típicas do continente africano, e os



