Combate à informalidade e aumento de forças para aprovar projeto do devedor contumaz elevam projeções para distribuidoras na B3
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um grande desafio em relação à informalidade. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% da população economicamente ativa do país trabalha na informalidade, ou seja, sem carteira assinada e sem garantia de direitos trabalhistas. Essa situação gera uma série de problemas sociais e econômicos, como a precarização do trabalho e a sonegação de impostos.
Para combater esse cenário, o governo vem adotando medidas que visam regularizar o mercado de trabalho e aumentar a arrecadação de impostos. Uma dessas medidas é o projeto do devedor contumaz, que tem como objetivo punir empresas que possuem dívidas trabalhistas recorrentes e não cumprem com suas obrigações legais.
O projeto, que está em tramitação no Congresso Nacional, prevê a criação de um cadastro nacional de devedores contumazes, que reunirá informações sobre empresas que possuem dívidas trabalhistas e tributárias em aberto. Essas empresas serão impedidas de participar de licitações públicas e terão dificuldades em obter financiamentos e empréstimos. Além disso, o projeto prevê que os sócios dessas empresas sejam responsabilizados pelas dívidas trabalhistas.
Com a aprovação do projeto do devedor contumaz, espera-se que haja uma redução significativa da informalidade e um aumento da arrecadação de impostos. Isso beneficiará não apenas o governo, mas também empresas que cumprem com suas obrigações trabalhistas e tributárias, além de garantir mais direitos e segurança para os trabalhadores.
Essa perspectiva mais positiva tem sido refletida no mercado financeiro. As ações das distribuidoras de combustíveis, como a RAIZ4, VBBR3 e UGPA3, tiveram uma alta após a notícia de que a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, entrou novamente na mira das autoridades por possíveis irregularidades trabalhistas e tributárias. Essas empresas, que atuam de forma mais transparente e regular, tendem a se beneficiar com a aprovação do projeto do devedor contumaz.
Além disso, a expectativa de que a Refit seja punida e forçada a regularizar sua situação também pode trazer um aumento na demanda por combustíveis das distribuidoras. Isso porque a Refit é uma das principais concorrentes do mercado e, se for impedida de atuar de forma irregular, as outras empresas terão uma oportunidade de ampliar sua participação no mercado.
Outro setor que também pode ser beneficiado é o de distribuição de gás natural. A empresa Gas Natural Açu (GNA) é controlada pela Prumo Logística e possui a UGPA3 como sócia. A GNA é responsável pela construção de um terminal de gás natural no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, que tem previsão de entrada em operação em 2020. Com a possível punição da Refit, a demanda por gás natural pode aumentar e beneficiar a UGPA3.
Além disso, a aprovação do projeto do devedor contumaz pode atrair mais investidores para o mercado brasileiro. Com um ambiente mais regulado e seguro, os investidores podem se sentir mais confiantes em alocar recursos em empresas brasileiras, o que pode impulsionar a economia do país.
Em resumo, o combate à informalidade e a aprovação do projeto do devedor contumaz são medidas essenciais para a retomada do crescimento econômico e a redução das desigualdades



