As mudanças climáticas são um tema cada vez mais presente em nossas vidas e, infelizmente, os seus efeitos estão se tornando cada vez mais evidentes. Em 2025, tivemos mais uma prova disso, com o ano sendo classificado como um dos três mais quentes da história. A média da temperatura global nos últimos três anos ultrapassou a marca de 1,5 °C, estabelecida pelo Acordo de Paris como o limite máximo para evitar consequências catastróficas para o planeta.
O Acordo de Paris foi assinado em 2015 por 195 países, com o objetivo de limitar o aumento da temperatura média global a 2 °C e, se possível, a 1,5 °C, em comparação com os níveis pré-industriais. Aqueles que assinaram o acordo se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a tomar medidas para mitigar os impactos das mudanças climáticas. No entanto, os últimos anos mostraram que as ações tomadas até agora não foram suficientes para alcançar esse objetivo.
De acordo com o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), divulgado em 2018, o aumento da temperatura média global em 1,5 °C terá consequências catastróficas para o planeta. Isso inclui o aumento do nível do mar, eventos climáticos extremos, perda de biodiversidade e escassez de recursos naturais. Infelizmente, esses efeitos já estão sendo sentidos em várias partes do mundo.
Um dos principais fatores que contribuem para o aumento da temperatura global é o aumento das emissões de gases de efeito estufa, principalmente dióxido de carbono (CO2), provenientes da queima de combustíveis fósseis. O uso excessivo de combustíveis fósseis para a produção de energia, transporte e indústria é um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas. Além disso, o desmatamento e a degradação de ecossistemas também contribuem para o aumento das emissões e para o aquecimento global.
Mas nem tudo são más notícias. Apesar de 2025 ter sido um dos anos mais quentes da história, também foi um ano em que vimos um aumento significativo na conscientização sobre as mudanças climáticas e a necessidade de ações concretas para combatê-las. Cada vez mais pessoas, empresas e governos estão adotando medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e promover práticas sustentáveis.
Um exemplo disso é o crescente investimento em energias renováveis, como a solar e a eólica. Em 2025, essas fontes de energia representaram mais de 50% da capacidade de geração de eletricidade em todo o mundo. Além disso, muitos países estão implementando políticas de redução de emissões, como a taxação do carbono e a promoção de transporte público e veículos elétricos.
Outro fator positivo é a crescente conscientização sobre a importância da preservação dos ecossistemas e da biodiversidade. Muitas empresas estão adotando práticas sustentáveis em suas operações e se comprometendo a reduzir seu impacto ambiental. Além disso, governos e organizações internacionais estão tomando medidas para proteger áreas naturais e promover a restauração de ecossistemas degradados.
É preciso lembrar que ainda temos muito a fazer para combater as mudanças climáticas e evitar consequências ainda mais catastróficas para o planeta. É necessário que todos nós, como indivíduos, façamos a nossa parte, adotando práticas sustentáveis em nosso dia a dia e pressionando por ações mais efetivas dos governos e empresas



