A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, tem pedido novamente que ele cumpra prisão domiciliar por conta de sua idade e condições de saúde precárias. Condenado a 173 anos por 49 estupros, Abdelmassih foi preso em 2014 no Paraguai, onde residia com sua esposa e também advogada, Larissa Maria Sacco Abdelmassih.
O pedido está sendo analisado pela juíza Sueli Armani, da DEECRIM 9ª de São José dos Campos. A magistrada solicitou um novo laudo médico-pericial à defesa, a fim de avaliar o atual estado de saúde do condenado. Esse laudo será realizado às custas da defesa ou, caso não haja recursos, pelo Instituto Médico Social e de Criminologia de São Paulo (IMESC).
Essa não é a primeira vez que a defesa de Abdelmassih solicita a prisão domiciliar para seu cliente. Em 2020, ele ficou em prisão domiciliar por ser considerado grupo de risco para a covid-19. Anteriormente, em 2019, também foi concedida a ele a prisão domiciliar por questões médicas.
Atualmente, Abdelmassih está preso na Penitenciária II de Potim, depois de ter sido transferido de Tremembé em 2025. O governo do estado tem retirado gradualmente alguns presos de maior repercussão de Tremembé, conhecido por abrigar “famosos”. No entanto, a transferência de Abdelmassih não foi motivada por essa razão.
A prisão domiciliar é uma medida que tem sido cada vez mais utilizada no sistema carcerário brasileiro, principalmente durante a pandemia de covid-19. No entanto, é preciso ter cautela ao conceder esse benefício, principalmente quando se trata de crimes graves como os cometidos por Abdelmassih.
O ex-médico foi condenado por 49 estupros de suas pacientes, crimes que chocaram a sociedade brasileira e que não podem ser minimizados. É importante lembrar que a prisão domiciliar não é uma pena, mas sim uma medida cautelar, e deve ser aplicada apenas em casos extremos, como no caso de idosos ou pessoas com problemas de saúde graves e comprovados.
É compreensível que a defesa de Abdelmassih busque todas as formas de garantir a liberdade de seu cliente, mas é preciso levar em consideração a gravidade dos crimes pelos quais ele foi condenado. Além disso, é importante ressaltar que a idade avançada e as condições de saúde precárias não podem ser usadas como justificativa para a impunidade.
A população brasileira tem acompanhado com indignação o caso de Abdelmassih, que ficou conhecido como “o médico das mulheres”. Suas vítimas, que confiaram em seu trabalho como médico, foram traídas e tiveram suas vidas marcadas por traumas irreparáveis. É preciso que a Justiça seja feita e que ele cumpra sua pena de acordo com a gravidade dos seus crimes.
Portanto, é necessário que a juíza Sueli Armani analise com cautela o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Abdelmassih. É importante que a decisão leve em consideração a opinião das vítimas e da sociedade, que clamam por justiça. Não podemos permitir que crimes tão graves fiquem impunes.
É preciso que a Justiça seja firme e exemplar em casos como esse, para que a sociedade possa ter confiança no sistema judiciário. Além disso, é importante que medidas de prevenção sejam tomadas para evitar que casos como o de Abdelmassih se repitam. É necessário que haja uma maior fiscalização e punição para profissionais da saúde que cometem abusos contra suas pacientes.
Em um país que luta constantemente contra a violência contra as mulheres



