No dia 27 de janeiro, a Assembleia-Geral da ONU realizou uma cerimónia em Nova Iorque para assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Este dia é uma oportunidade para lembrar as milhões de vítimas do genocídio perpetrado pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial e para reafirmar o compromisso de nunca mais permitir que algo semelhante aconteça.
O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, foi um dos oradores na cerimónia e aproveitou a ocasião para destacar uma das suas “conquistas pessoais” enquanto primeiro-ministro de Portugal. Guterres lembrou o trabalho que realizou com o parlamento português para aprovar um decreto que revogou a expulsão dos judeus ocorrida no século XVI.
Este decreto, aprovado em 2015, foi um marco importante na história de Portugal e um gesto simbólico de reconhecimento e reparação pelos erros cometidos no passado. Durante a Inquisição, milhares de judeus foram expulsos do país ou forçados a converter-se ao cristianismo, sofrendo perseguição e discriminação. Com a revogação deste decreto, Portugal deu um passo significativo em direção à reconciliação e à promoção da tolerância e da diversidade.
Ao lembrar esta conquista, António Guterres destacou a importância de aprender com os erros do passado e de trabalhar para construir um futuro mais justo e inclusivo. Ele enfatizou que a luta contra o antissemitismo e todas as formas de discriminação e ódio deve ser uma prioridade para todos nós.
O Secretário-Geral também destacou a importância de preservar a memória do Holocausto e de ensinar às gerações futuras sobre os horrores do genocídio. Ele enfatizou que a educação é uma ferramenta poderosa para combater o ódio e a intolerância, e que é responsabilidade de todos nós garantir que as lições do Holocausto nunca sejam esquecidas.
Além disso, António Guterres também abordou a crescente ameaça do negacionismo do Holocausto e da distorção da história. Ele enfatizou que é nosso dever combater essas narrativas falsas e garantir que a verdade prevaleça.
A cerimónia na Assembleia-Geral da ONU também contou com a presença de sobreviventes do Holocausto, que compartilharam suas histórias e lembraram aqueles que perderam suas vidas. Suas palavras foram um lembrete poderoso da importância de honrar a memória das vítimas e de nunca esquecer o que aconteceu.
O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é uma oportunidade para refletir sobre o passado e para nos comprometermos a construir um futuro melhor. É um dia para lembrar as vítimas e para honrar sua memória, mas também para reafirmar nosso compromisso de lutar contra o ódio e a intolerância em todas as suas formas.
António Guterres encerrou seu discurso com uma mensagem de esperança e de união. Ele enfatizou que, apesar dos desafios que enfrentamos, é possível construir um mundo mais justo e pacífico se trabalharmos juntos. Ele conclamou todos a se unirem em solidariedade e a agir com compaixão e empatia, lembrando que “a humanidade é uma só família”.
Em tempos de incerteza e divisão, as palavras de António Guterres são um lembrete importante de que a união e a compaixão são fundamentais para construir um mundo melhor. E sua lembrança da revogação da expulsão dos j



