A morte trágica do cachorrinho Orelha, na Praia Brava, litoral de Santa Catarina, chocou todo o país. O cão comunitário, conhecido e amado por muitos moradores da região, foi brutalmente atacado por um grupo de adolescentes no dia 4 de janeiro. Apesar de ter sido socorrido e levado a uma clínica veterinária, Orelha não resistiu aos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte. A comoção foi tamanha que o caso ganhou repercussão nacional e trouxe à tona discussões sobre a proteção dos animais e o papel da sociedade e do poder público.
Orelha, um cão comunitário de aproximadamente 10 anos de idade, era conhecido por todos na Praia Brava. Ele fazia parte da comunidade e era cuidado por moradores e comerciantes locais, recebendo alimentação, abrigo e carinho. Infelizmente, no dia 4 de janeiro, sua vida foi interrompida de forma trágica por um grupo de adolescentes que o atacaram sem piedade. O cão foi encontrado gravemente ferido e foi levado às pressas para uma clínica veterinária, onde foi constatada a gravidade dos ferimentos e a necessidade de eutanásia para aliviar seu sofrimento.
A partir daí, o caso teve diversos desdobramentos e levantou questões importantes sobre a proteção dos animais e a responsabilidade dos envolvidos. Um dos pontos mais preocupantes foi a suspeita de que familiares dos adolescentes estariam coagindo testemunhas e atrapalhando o andamento da investigação. Diante da gravidade do caso e da comoção gerada, a Polícia Civil de Santa Catarina tomou a frente das investigações e, em 26 de janeiro, foi realizada uma operação para cumprimento de mandados de busca e apreensão contra os adolescentes e seus responsáveis.
Durante a operação, foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos que podem ajudar a esclarecer o que aconteceu no dia do ataque a Orelha. Além disso, mais de 20 pessoas já foram ouvidas e mais de 72 horas de imagens de câmeras de monitoramento foram analisadas. A polícia também investiga um possível envolvimento dos adolescentes em outro caso de agressão a um cachorro, conhecido como Caramelo, que conseguiu escapar dos ataques.
Entre os envolvidos no caso estão dois empresários e um advogado, que são parentes dos adolescentes. Até o momento, ninguém foi preso, mas os familiares foram indiciados pelo crime de coação. Segundo informações da polícia, dois dos adolescentes estão nos Estados Unidos, em uma viagem que já estava programada antes do ocorrido.
Diante de toda a repercussão, muitas pessoas se perguntam o que pode ser feito para responsabilizar os adolescentes pelos seus atos. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, menores de 18 anos são inimputáveis perante a lei, ou seja, não podem ser punidos da mesma forma que um adulto. No entanto, eles podem ser submetidos a medidas socioeducativas, que visam sua ressocialização e conscientização sobre suas ações.
Além disso, o caso de Orelha trouxe à tona discussões sobre a proteção dos animais e o papel da sociedade e do poder público. Muitas pessoas se mobilizaram nas redes sociais e em protestos para pedir por justiça e uma mudança na forma como os animais são tratados. Em resposta a essa comoção, foi aprovada em Santa Catarina a Lei nº 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do



