Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou nesta quarta-feira que qualquer acordo nuclear com a Rússia deve incluir a China. Esta declaração foi feita na véspera do fim do Tratado Novo START, acordo de desarmamento nuclear entre Moscou e Washington.
O Tratado Novo START, assinado em 2010, é o último acordo entre as duas principais potências nucleares do mundo e tem como objetivo principal limitar o número de ogivas nucleares estratégicas e lançadores de mísseis balísticos intercontinentais. No entanto, o acordo está prestes a expirar no dia 5 de fevereiro e, até o momento, não houve um acordo para sua prorrogação.
Diante dessa situação, Marco Rubio defende que qualquer novo acordo nuclear entre Estados Unidos e Rússia deve incluir a China, que tem se tornado uma grande potência militar e econômica nos últimos anos. Em uma entrevista em uma rádio dos EUA, Rubio afirmou que “a China tem um grande estoque de armas nucleares e está expandindo seu arsenal a uma taxa muito mais rápida do que os EUA e a Rússia”.
Rubio também destacou a importância de incluir a China em um possível novo acordo nuclear, afirmando que “não faz sentido assinar um acordo com a Rússia sem ter a China do outro lado da mesa”. Além disso, ele argumentou que, se a China não for incluída, os Estados Unidos estarão em grande desvantagem estratégica.
A declaração do secretário de Estado americano vem em um momento de tensão entre os Estados Unidos e a China. As relações entre os dois países têm se deteriorado nos últimos anos, principalmente por questões comerciais e de segurança nacional. No entanto, Rubio destacou que, apesar dessas diferenças, a questão nuclear é um assunto que deve ser tratado com seriedade e que é importante incluir a China em qualquer acordo.
A Rússia, por sua vez, tem se posicionado de forma contrária à inclusão da China em um possível acordo nuclear. O presidente Vladimir Putin acredita que a China não deve ser considerada uma potência nuclear equivalente aos Estados Unidos e Rússia, e que qualquer acordo com a China deve ser tratado separadamente.
No entanto, os Estados Unidos argumentam que, com o crescimento do arsenal nuclear chinês, é necessário incluí-la em um possível acordo para garantir a segurança global. Além disso, a inclusão da China também poderia ajudar a trazer o país para a mesa de negociações e, potencialmente, limitar o seu crescimento nuclear.
Apesar das diferenças de opinião entre os Estados Unidos e a Rússia, ambos concordam que o fim do Tratado Novo START seria prejudicial para a segurança global. Se o acordo não for estendido ou um novo acordo não for alcançado, os dois países ficarão sem limites para seus arsenais nucleares, o que poderia desencadear uma nova corrida armamentista.
Diante dessa situação, é essencial que os líderes mundiais trabalhem juntos para alcançar um acordo que inclua a China. Além disso, é importante que os Estados Unidos e a Rússia encontrem uma maneira de superar suas diferenças e trabalhem em conjunto para garantir a segurança nuclear global.
A declaração de Marco Rubio sobre a inclusão da China em um possível acordo nuclear é um passo na direção certa para garantir a segurança e a estabilidade no mundo. É importante que os líderes mundiais levem em consideração o argumento de que a China deve ser incluída em qualquer acordo nuclear e trabalhem juntos para alcançar um consenso.
Em conclusão, a declaração de Marco Rubio sobre a inclusão da China em um possível acordo nuclear com a Rússia é um sinal positivo de que os Estados Unidos estão dispostos a trabalhar



