António José Seguro, candidato presidencial nas eleições de 2021, concedeu uma entrevista recentemente em que abordou diversos temas, incluindo a possibilidade do partido Chega formar governo. Durante a conversa, Seguro revelou que, caso isso acontecesse, os nomes propostos para assumir pastas de governação teriam que passar por um “crivo”.
Essa declaração de Seguro gerou bastante repercussão e levantou questionamentos sobre o papel do Chega na política portuguesa. Mas antes de analisarmos essa questão, é importante entendermos quem é António José Seguro e qual é a sua posição política.
Seguro é um político português que iniciou sua carreira no Partido Socialista (PS) em 1981. Ao longo dos anos, ocupou diversos cargos dentro do partido, incluindo o de Secretário-Geral entre 2011 e 2014. Ele também foi deputado na Assembleia da República e Ministro da Administração Interna durante o governo de José Sócrates.
Atualmente, Seguro é candidato presidencial nas eleições de 2021, representando o PS. Sua campanha tem sido pautada por propostas de combate à desigualdade social e defesa dos direitos humanos. Ele também tem se posicionado contra o crescimento de partidos de extrema-direita, como o Chega.
E foi justamente sobre o Chega que Seguro falou durante a entrevista. Questionado sobre a possibilidade do partido formar governo, ele afirmou que, caso isso acontecesse, os nomes propostos para assumir pastas de governação teriam que passar por um “crivo”. Essa afirmação pode ser interpretada como uma forma de controle e limitação do poder do Chega, caso ele venha a fazer parte do governo.
Essa posição de Seguro é compreensível, uma vez que o Chega tem se destacado por suas propostas extremistas e discursos de ódio. O partido, liderado por André Ventura, tem como bandeiras principais a defesa da pena de morte, a redução da maioridade penal e a expulsão de imigrantes ilegais do país. Essas ideias vão contra os valores democráticos e humanitários defendidos por Seguro e pelo PS.
Além disso, o Chega tem sido alvo de críticas por suas ligações com grupos de extrema-direita e por propagar discursos racistas e xenófobos. Recentemente, o partido foi condenado pelo Tribunal Constitucional por discriminação racial em uma campanha eleitoral.
Diante desse cenário, é natural que Seguro e outros políticos se posicionem contra a possibilidade do Chega assumir cargos de poder no governo. Afinal, é preciso garantir que os valores democráticos e os direitos humanos sejam preservados e que o país não seja governado por ideias extremistas e discriminatórias.
No entanto, é importante ressaltar que a declaração de Seguro não significa que ele esteja descartando completamente a possibilidade de diálogo com o Chega. Pelo contrário, ele afirmou que é preciso respeitar a vontade popular e que, se o partido obtiver uma grande representação nas eleições, será necessário encontrar formas de trabalhar em conjunto.
Essa postura de diálogo e respeito é fundamental para a democracia e para a construção de um país mais justo e igualitário. É preciso lembrar que, apesar das diferenças políticas, todos os partidos têm o mesmo objetivo: o bem-estar da população e o desenvolvimento do país. E é por isso que é importante que haja um “crivo” para avaliar os nomes propostos para assumir cargos de governação, independentemente do partido que esteja no poder.
Em resumo, a declaração de



