O partido Chega, liderado por André Ventura, foi uma das grandes surpresas das eleições presidenciais de 2021 em Portugal. Apesar de não ter conseguido alcançar a vitória na primeira volta, o partido obteve um resultado histórico na segunda volta, superando a barreira de 1,7 milhões de votos e alcançando uma percentagem superior à obtida por Luís Montenegro nas legislativas de 2025. No entanto, apesar desta conquista, o líder do partido ficou atrás do total de votos da Aliança Democrática (AD), que conseguiu reunir mais de 3 milhões de votos nas eleições legislativas de 1980.
O crescimento do Chega nas eleições presidenciais foi notável e demonstra a força e influência do partido na atualidade política portuguesa. O seu discurso populista, com um forte apelo à segurança e à identidade nacional, tem vindo a conquistar cada vez mais apoiantes, especialmente entre os setores mais conservadores da sociedade.
André Ventura, que é também deputado na Assembleia da República, tem sido uma figura controversa e polarizadora, mas não se pode negar que conseguiu mobilizar uma grande parte do eleitorado português. O seu estilo direto e sem filtros, que muitas vezes é criticado, parece ter conquistado uma grande parcela da população que se sente desiludida com a classe política tradicional.
O resultado obtido nas eleições presidenciais é um marco importante na história do partido, que foi fundado em 2019 e já conseguiu eleger um deputado nas últimas eleições legislativas. O Chega tem vindo a crescer a um ritmo acelerado e já é considerado como um partido com potencial para ser uma das principais forças políticas do país num futuro próximo.
No entanto, é importante salientar que, apesar do crescimento do Chega, o partido ficou atrás do total de votos da AD nas eleições legislativas de 1980. A AD, que era uma coligação de partidos de direita, foi uma das principais forças políticas em Portugal durante a transição democrática após o 25 de abril de 1974. O seu líder, Francisco Sá Carneiro, foi também o primeiro-ministro do país entre 1980 e 1981.
Este facto demonstra que, apesar do crescimento notável do Chega, ainda tem um longo caminho a percorrer para se tornar uma força política com a mesma influência que a AD teve no passado. No entanto, é inegável que o partido tem vindo a ganhar cada vez mais espaço e a conquistar um lugar de destaque na cena política portuguesa.
Além disso, é importante destacar que o crescimento do Chega não se limitou apenas às eleições presidenciais. Nas últimas eleições autárquicas, o partido conseguiu eleger um vereador na Câmara Municipal de Lisboa, um marco histórico para um partido tão recente. Esta vitória comprova que o Chega tem uma base de apoio sólida e que é capaz de se expandir para além da esfera nacional.
É também importante mencionar que o Chega tem vindo a ganhar cada vez mais visibilidade e influência na Europa. O partido tem estabelecido alianças com outros partidos de extrema-direita em países como Itália, França e Espanha, e tem sido apontado como um possível aliado do partido de extrema-direita Vox nas próximas eleições espanholas.
Em suma, o crescimento do Chega nas eleições presidenciais de 2021 é um sinal claro da ascensão deste partido na política portuguesa. Apesar de ainda ter um longo caminho a percorrer para alcançar o mesmo



