O início de 2021 tem sido marcado por um cenário de caos e tragédia em Portugal, com o comboio de tempestades que assolou o país nas últimas semanas. Além dos danos materiais e humanos, as eleições presidenciais também foram afetadas, com as campanhas dos candidatos sendo paralisadas. No entanto, mesmo diante de tantos desafios, os candidatos não se afastaram do terreno e escolheram estratégias diferentes para continuar suas campanhas. Mas qual delas foi a mais eficaz?
De um lado, tivemos os candidatos que optaram por manter uma postura mais discreta e respeitosa diante da situação de emergência que o país enfrentava. Marcelo Rebelo de Sousa, atual presidente e candidato à reeleição, suspendeu temporariamente sua campanha e dedicou-se a visitar as áreas afetadas pelas tempestades, prestando solidariedade e apoio às vítimas. João Ferreira, candidato do Partido Comunista Português, também adotou uma postura semelhante, cancelando eventos de campanha e se dedicando a ajudar as comunidades atingidas pelas intempéries.
Por outro lado, tivemos candidatos que optaram por manter uma postura mais ativa e continuar com suas campanhas, mesmo diante do caos que se instalou no país. Ana Gomes, candidata apoiada pelo Partido Socialista, manteve sua agenda de eventos e aproveitou para criticar a atuação do governo diante da crise climática que tem afetado Portugal. André Ventura, candidato do partido de extrema-direita Chega, também não interrompeu suas atividades de campanha e aproveitou para culpar a falta de investimentos em infraestrutura pelo agravamento dos danos causados pelas tempestades.
Diante dessas duas estratégias distintas, é difícil dizer qual foi a mais eficaz. Enquanto alguns eleitores podem ter se identificado com a postura mais discreta e solidária dos candidatos que suspenderam suas campanhas, outros podem ter se sentido mais atraídos pela atitude mais ativa e crítica dos candidatos que continuaram em campanha. No entanto, é importante ressaltar que ambas as estratégias têm seus méritos e não devem ser vistas como opostas, mas sim complementares.
A postura de Marcelo Rebelo de Sousa e João Ferreira demonstrou empatia e preocupação com o bem-estar da população, mostrando que os candidatos estão atentos às necessidades do povo e dispostos a ajudar em momentos de crise. Por outro lado, a atitude de Ana Gomes e André Ventura evidenciou a importância de se discutir questões políticas e sociais, mesmo em meio a uma situação de emergência. Afinal, é papel dos candidatos apresentar propostas e soluções para os problemas que afetam o país.
Além disso, é importante destacar que as eleições presidenciais são um momento crucial para a democracia e não devem ser interrompidas ou negligenciadas, mesmo diante de uma crise. Os candidatos têm o dever de continuar apresentando suas ideias e projetos para o país, pois é através do debate e da escolha consciente dos eleitores que podemos construir um futuro melhor.
Portanto, não podemos dizer que uma estratégia foi mais eficaz do que a outra, pois ambas tiveram seus pontos positivos e contribuíram para o processo democrático. O importante é que, mesmo em meio a um cenário de caos e tragédia, os candidatos não se afastaram do povo e continuaram lutando por um país melhor. Que essa mesma determinação e empatia sejam levadas para o exercício da presidência, independentemente de quem saia vitor



