Mário Silvestre, comandante da Proteção Civil, tem estado no centro das atenções nos últimos tempos. O motivo? O aumento do número de casos de pessoas que se aventuram a atravessar zonas inundadas, colocando em perigo a sua própria vida e a dos outros. Este é um problema recorrente, mas que tem vindo a assumir contornos preocupantes, principalmente durante a época das chuvas.
Foi com base nessa preocupação que Mário Silvestre decidiu reforçar as medidas de prevenção e sensibilização sobre os riscos de atravessar zonas inundadas. Com mais de trinta anos de experiência na área da Proteção Civil, o comandante afirma que é necessário um esforço conjunto para mudar esta realidade.
O primeiro passo para mudar comportamentos é a informação. Por isso, Mário Silvestre e a sua equipa têm trabalhado incansavelmente para conscientizar a população sobre os perigos de atravessar zonas inundadas. Através de ações de sensibilização e campanhas de divulgação, a mensagem tem sido clara: “Não atravesse zonas inundadas. A sua vida é mais importante!”
Mas por que é tão perigoso atravessar uma zona inundada? De acordo com o comandante, existem vários fatores que podem tornar uma simples travessia em algo extremamente perigoso. Desde o desconhecimento da profundidade da água até à força da corrente, passando por objetos submersos que podem causar ferimentos graves, são muitos os riscos envolvidos.
Não só as pessoas que se aventuram a atravessar correm perigo, mas também as equipas de socorro que são chamadas para resgatá-las. Mário Silvestre alerta que estas situações de salvamento são arriscadas e podem colocar em risco a vida dos próprios socorristas. Além disso, quando as equipas estão ocupadas com operações de resgate, podem não estar disponíveis para outras emergências, o que pode ter consequências graves.
Por isso, é fundamental que cada um assuma a sua responsabilidade e evite atravessar zonas inundadas. Mário Silvestre enfatiza que é preciso respeitar as indicações das autoridades e os sinais de perigo. “Não é por acaso que existem barreiras e avisos nas zonas inundadas. São colocados para proteger as pessoas e devem ser respeitados”, afirma o comandante.
Além disso, é importante estar atento às condições meteorológicas. As chuvas intensas podem causar inundações repentinas e é necessário estar preparado para agir de forma adequada. Mário Silvestre aconselha a população a estar sempre informada sobre as previsões meteorológicas e a tomar medidas de precaução em caso de tempestade.
Para aqueles que moram em zonas suscetíveis a inundações, o comandante da Proteção Civil recomenda a adoção de medidas de prevenção, como a elevação de móveis e equipamentos elétricos, a construção de diques e a instalação de sistemas de drenagem adequados. Além disso, é importante ter um plano de emergência em caso de inundações, de forma a garantir a segurança de todos os membros da família.
É necessário também que as autoridades invistam em infraestruturas adequadas para prevenir e minimizar os efeitos das inundações. Mário Silvestre defende que é preciso fazer um mapeamento das zonas de risco e implementar medidas de proteção, como a construção de diques e a limpeza de rios e ribeiras.
Apesar dos desafios, Mário Silvestre mantém um tom positivo e motivador. Acredita que é possível reduzir os casos de pessoas a atravessar zonas inundadas



