Com a chegada do carnaval, uma das festas mais populares do Brasil, é importante lembrar que, além de toda a diversão e alegria, também é necessário ter cuidado com a segurança, especialmente quando se trata do uso do celular. Com blocos lotados, turistas distraídos e um alto volume de transações, o carnaval se torna um período propício para golpes e fraudes envolvendo o aparelho.
De acordo com especialistas, a maior parte dos golpes financeiros durante o carnaval ocorre de forma presencial, como maquininhas de cartão adulteradas. No entanto, o celular tem se tornado cada vez mais uma porta de entrada para fraudes e golpes durante a folia. Redes wi-fi falsas e golpes por engenharia social, quando o criminoso manipula emocionalmente a vítima para obter senhas e dados pessoais, são alguns dos principais meios utilizados pelos fraudadores.
José Oliveira, diretor de Tecnologia (CTO) da empresa Certta, que unifica soluções antifraude em uma única plataforma, explica que eventos de grande porte, como o carnaval, criam o ambiente ideal para golpes. “Há uma alta concentração de pessoas, que facilita furtos e camufla criminosos, além da quebra de rotina e decisões emocionais que dificultam a atenção aos detalhes”, afirma.
Oliveira ressalta que o smartphone se tornou um alvo principal dos golpistas, pois concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails, tudo o que eles precisam para acessar a vida financeira da vítima. Com o aparelho desbloqueado, ou mesmo com tentativas rápidas de quebra de senha, os criminosos podem realizar transferências via Pix, pedir empréstimos, alterar senhas e recuperar acessos usando e-mail ou SMS.
Para evitar ser vítima de golpes durante o carnaval, é importante tomar algumas medidas de segurança antes de sair de casa. Uma delas é ativar a biometria facial ou digital nos aplicativos bancários, além de habilitar o “modo seguro” ou “modo rua” oferecido por algumas instituições financeiras. Também é recomendado desativar o pagamento por aproximação em aglomerações e reduzir temporariamente o limite de Pix. Além disso, é importante saber como apagar o celular remotamente em caso de roubo ou perda.
Durante o carnaval, é comum encontrar redes wi-fi falsas em blocos, cafés, shoppings e aeroportos. Os criminosos criam redes abertas com nomes parecidos com os oficiais para interceptar dados. Para evitar cair nesse golpe, é recomendado utilizar dados móveis (4G ou 5G) e evitar acessar aplicativos bancários em wi-fi público.
Outra forma de golpe muito comum durante o carnaval é a engenharia social, em que os criminosos utilizam mensagens ou ligações com senso de urgência, como “compra suspeita”, “problema no cartão” e “promoção relâmpago”, para forçar decisões rápidas. Para evitar cair nesse tipo de golpe, é importante fazer uma “pausa cognitiva” e desconfiar de urgências artificiais, confirmando informações apenas em canais oficiais.
Com o avanço da tecnologia, os criminosos também estão utilizando recursos como deepfakes, que imitam voz e imagem, e identidades sintéticas, com perfis falsos altamente convincentes, para aplicar golpes. Por outro lado, empresas estão utilizando sistemas de análise de risco que cruzam dados como localização, tipo de aparelho e padrão de comportamento para detectar movimentações suspeitas. No entanto, durante o carnaval, em que o



