A Gerdau, tradicional empresa brasileira do setor siderúrgico, divulgou recentemente seu balanço do quarto trimestre de 2025, registrando um lucro líquido de R$ 670 milhões. Apesar de um leve crescimento de apenas 0,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado ainda foi comemorado por investidores e especialistas do mercado.
No entanto, apesar dos resultados positivos, as ações da Gerdau (GGBR4) fecharam em queda de mais de 2% após a divulgação do balanço. Mas o que teria azedado no resultado do quarto trimestre? Seria essa queda um sinal de preocupação para os acionistas da empresa? Vamos analisar mais detalhadamente os números divulgados pela Gerdau e entender o real cenário por trás do resultado.
Para começar, é importante destacar que a Gerdau vem apresentando uma trajetória positiva de crescimento nos últimos anos. A empresa tem conseguido se adaptar às mudanças do mercado e manter uma posição sólida, mesmo diante de um cenário econômico desafiador. No ano de 2025, a Gerdau obteve um faturamento líquido de R$ 20,9 bilhões, um crescimento de 7% em relação ao ano anterior. Isso demonstra a capacidade da empresa em se reinventar e se manter competitiva mesmo em tempos difíceis.
Além disso, o lucro líquido de R$ 670 milhões no quarto trimestre de 2025 é fruto de um planejamento estratégico eficaz. A Gerdau vem realizando um forte investimento em tecnologia e inovação, buscando aprimorar seus processos produtivos e ampliar sua capacidade de produção. Essa postura visionária permitiu que a empresa tivesse um melhor aproveitamento do mercado e, consequentemente, um resultado positivo em seu balanço.
No entanto, apesar dos esforços em se manter competitiva, a Gerdau enfrentou alguns desafios no último trimestre de 2025. A primeira questão foi o aumento do preço do minério de ferro, principal matéria-prima utilizada pela empresa. Esse aumento, combinado com a variação cambial, impactou diretamente nos custos de produção da Gerdau, reduzindo sua margem de lucro.
Outro fator que influenciou o resultado do quarto trimestre foi a queda no consumo de aço por parte da indústria automobilística, que é um dos principais clientes da Gerdau. Isso se deveu ao cenário de instabilidade econômica e incertezas políticas do país, que afetaram diretamente o setor automotivo. É importante destacar que esse é um cenário momentâneo e que é esperado que o consumo de aço aumente com a retomada da economia.
Apesar desses desafios, a Gerdau mostrou sua capacidade de se adaptar às adversidades e continuar gerando resultados positivos. É importante destacar que a empresa continua mantendo um nível de endividamento adequado, com um índice de alavancagem (dívida líquida sobre patrimônio líquido) de apenas 26,6%. Isso garante uma maior estabilidade financeira e maior tranquilidade para os investidores.
Além disso, a Gerdau tem adotado uma postura consciente em relação ao seu caixa. A empresa reduziu seus investimentos em novos projetos no último trimestre de 2025, priorizando a manutenção do caixa para enfrentar o cenário desafiador. Essa postura conservadora demonstra a responsabilidade e maturidade da empresa em relação à gestão de suas finanças.
Outro ponto positivo a ser destacado é o forte crescimento do setor de construção civil nos



