Em meio à tragédia causada pelas fortes chuvas e deslizamentos de terra em Juiz de Fora, uma luz de esperança surge na forma de solidariedade e apoio àqueles que perderam suas casas e pertences. Na Escola Municipal Murilo Mendes, voluntários se mobilizam para receber doações e ajudar os desabrigados que buscam abrigo no local.
Entre as pessoas que encontraram refúgio na escola está Daniele Saldanha, auxiliar de cozinha e mãe de seis crianças. Sua casa, localizada no Alto Grajaú, foi condenada pela Defesa Civil após um deslizamento de terra que destruiu grande parte da estrutura. Daniele e sua família perderam tudo e agora vivem apenas com o auxílio-desemprego.
Em meio a essa situação difícil, Daniele conta que a chegada na escola trouxe um pouco de alívio para ela e suas crianças. “Estamos nos ajeitando aqui como podemos. Tentando ligar um pouco a televisão para distrair as crianças, que ficam muito agitadas com tudo isso”, relata.
No entanto, a ansiedade e a angústia ainda são constantes, já que Daniele não tem nenhuma previsão sobre uma moradia fixa no futuro. Além disso, a notícia de que o abrigo na escola seria transferido para outro local trouxe mais incerteza para ela e sua família.
A situação de Daniele não é única. Até o momento, mais de 3 mil pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora e 26 em Ubá, principais municípios afetados pelas chuvas e deslizamentos de terra. O número de mortos já chega a 47 e 20 pessoas ainda estão desaparecidas.
Diante dessa calamidade, a sociedade se mobilizou para ajudar os desabrigados. Em Juiz de Fora, a presidente do Sindicato das Indústrias de Alimentação, Flávia Gonzaga Costa, transformou seu espaço comercial em um ponto de apoio. Lá, voluntários recebem doações e oferecem alimentação para os desabrigados e trabalhadores que estão ajudando nas operações de resgate.
A solidariedade também se manifesta em outras formas, como no bairro Industrial, na zona norte da cidade, onde o grupo liderado por Flávia conseguiu botes para levar água e alimentos para os moradores que ficaram ilhados em suas casas. Além disso, os voluntários também oferecem itens de limpeza e material de higiene pessoal para aqueles que conseguiram chegar até o ponto de apoio.
Mesmo com toda a destruição e perdas materiais, a solidariedade e a união entre as pessoas é o que tem mantido a esperança e a força dos moradores de Juiz de Fora e região. A solidariedade é uma forma de mostrar que, mesmo em meio às adversidades, a humanidade é capaz de se unir e ajudar aqueles que mais necessitam.
É importante destacar também a atuação dos governos municipal, estadual e federal, que estão trabalhando juntos para minimizar os impactos da tragédia e oferecer apoio às vítimas. Equipes de resgate e voluntários continuam atuando em busca de sobreviventes e na distribuição de mantimentos e outros itens essenciais.
É preciso lembrar que, além de ajudar no momento de crise, é necessário também pensar em medidas preventivas para evitar que novas tragédias aconteçam. Investimentos em infraestrutura e ações de prevenção em áreas de risco são essenciais para garantir a segurança e o bem-estar da população.
Em meio a um cenário de destruição e desespero, a solidariedade mostra que ainda existe esperança e amor ao próximo. Que mais pessoas se inspirem



