A Operação Forja, realizada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15), é um importante passo no combate ao crime organizado e ao tráfico de armas ilegais no Brasil. A ação, que contou com o apoio do Ministério Público Federal e da Polícia Militar, teve como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada na produção, montagem e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito.
Segundo a Polícia Federal, a capacidade de produção da organização era estimada em 3,5 mil fuzis por ano, que eram utilizados para abastecer as principais facções criminosas do Rio de Janeiro, ligadas ao Comando Vermelho. A operação resultou na prisão de sete pessoas e no cumprimento de mandados de busca e apreensão em três estados brasileiros.
O nome da operação, “Forja”, faz referência direta à atividade principal do grupo criminoso: a fabricação clandestina de armamentos em escala industrial. A investigação é um desdobramento da Operação Wardogs, realizada em 2023, que levou à prisão do líder da organização, Silas Diniz, e ao desmantelamento de uma primeira fábrica em Belo Horizonte.
Mesmo em prisão domiciliar, Diniz continuou comandando a produção ilegal de armas, o que demonstra a sofisticação e o poderio da organização criminosa. Além da fabricação de armas, o grupo também importava componentes dos Estados Unidos e da China, utilizando maquinário industrial de alta precisão para produzir as peças em território nacional.
As armas produzidas pela organização eram destinadas às facções criminosas do Rio de Janeiro, com entregas coordenadas para o Complexo do Alemão, na Penha, e para a comunidade da Rocinha, na zona sul da cidade. A ação desta quarta-feira resultou na apreensão de R$ 158 mil em dinheiro na residência de Diniz, localizada em frente à praia da Barra da Tijuca.
A diretora executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, avaliou a operação como extremamente exitosa, destacando a conexão entre a produção caseira industrial de armas e o aumento do número de fuzis apreendidos no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pelo instituto, boa parte dessas armas são de origem americana, mas muitas delas são montadas com peças importadas, como mostrou a ação desta quarta-feira.
Carolina também ressaltou que as armas de estilo militar são um desafio maior para as forças de segurança, já que não possuem numeração de série e, portanto, não são rastreáveis. Além disso, a produção caseira demonstra o poderio da organização criminosa, que é capaz de fabricar armas de grande porte mesmo com poucos recursos.
A Operação Forja é mais um exemplo da importância da atuação conjunta das forças de segurança e do Ministério Público no combate ao crime organizado e ao tráfico de armas ilegais. A ação resultou na prisão de sete pessoas e no sequestro de R$ 40 milhões em bens e valores dos investigados, visando descapitalizar a organização criminosa.
É preciso ressaltar que a produção e o comércio ilegal de armas de fogo são uma grave ameaça à segurança pública e à população brasileira. Além de abastecer o crime organizado, essas armas também são utilizadas em diversos casos de violência e homicídios, causando um grande impacto na sociedade.
Por isso, é fundamental que as autoridades continuem combatendo de forma firme e eficaz a produção e o tráfico de armas ilegais. A Operação Forja é um exemplo de que



