O Prémio Camacho Costa, da competição de longas-metragens em língua portuguesa, teve sua mais recente edição em Lisboa, Portugal. A premiação, realizada desde 2009, tem como objetivo reconhecer e destacar a produção cinematográfica em língua portuguesa e, este ano, premiou o filme brasileiro “Enquanto o céu não me espera”, de sua diretora Fernanda Barreto.
A cerimônia de premiação aconteceu no dia 27 de setembro, no Cine-Teatro Capitólio, e contou com a presença de diversas personalidades do mundo cinematográfico, além de autoridades políticas e culturais de Portugal e de outros países de língua portuguesa. O prêmio, que leva o nome do cineasta português António Lopes Ribeiro, foi entregue por sua neta, Maria João Ribeiro, e pela presidente do júri, a realizadora portuguesa Leonor Areal.
O filme “Enquanto o céu não me espera” conquistou o prêmio de melhor longa-metragem em língua portuguesa, sendo elogiado por seu enredo e pela sensibilidade de sua direção. O júri apontou que o filme se destaca por ser uma obra de ficção “desarmante, urgente e poética”, que aborda questões sociais e políticas de forma sensível e reflexiva.
A diretora Fernanda Barreto, que também é roteirista do filme, expressou sua gratidão ao receber o prêmio, afirmando que “é uma honra ser reconhecida em uma competição tão importante e que valoriza a produção audiovisual em língua portuguesa”. Ela também ressaltou a importância da cultura e da arte como ferramentas de transformação e reflexão.
“Enquanto o céu não me espera” conta a história de uma jovem que vive em um bairro periférico de uma grande cidade brasileira e lida com a violência cotidiana. A protagonista, interpretada pela atriz brasileira Juliana Carneiro da Cunha, enfrenta diversos desafios em sua vida, desde a falta de oportunidades até a violência doméstica. O filme aborda temas como desigualdade social, racismo, machismo e abuso, compondo uma narrativa impactante e emocionante.
Além do prêmio principal, o filme brasileiro também conquistou o prêmio de melhor atriz, para Juliana Carneiro da Cunha, e melhor ator coadjuvante, para o ator brasileiro César Troncoso. A atuação de ambos foi destacada pelo júri, que apontou a sensibilidade e a entrega de cada um deles em seus respectivos papéis.
Outros filmes também foram premiados na competição, como “Serpentário”, do diretor português Carlos Conceição, que conquistou o prêmio de melhor curta-metragem em língua portuguesa, e “Diamantino”, do diretor português Gabriel Abrantes e do diretor brasileiro Daniel Schmidt, que ganhou o prêmio de melhor documentário em língua portuguesa.
O Prémio Camacho Costa é uma iniciativa da Casa da Língua Portuguesa – Instituto Camões, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua. Além de premiar filmes em língua portuguesa, a competição também promove debates e reflexões sobre a produção audiovisual nos países lusófonos.
Com o sucesso de “Enquanto o céu não me espera” na competição, o filme tem a oportunidade de ser exibido em diversos festivais de cinema e chegar a um público ainda maior, contribuindo para a



