No final da tarde de ontem, o mercado financeiro brasileiro recebeu uma ótima notícia: a taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 13,09%, o que representa uma queda de 7 pontos-base em comparação ao ajuste anterior de 13,164%. Essa queda foi impulsionada pelos dados de inflação abaixo do esperado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Essa notícia é um alívio para os investidores, que estavam preocupados com o impacto da inflação nas taxas de juros e nos investimentos. Afinal, uma inflação alta pode levar o Banco Central a aumentar a taxa básica de juros, a famosa Selic, o que pode afetar negativamente a rentabilidade dos investimentos de renda fixa, como os DI.
No entanto, os dados de inflação divulgados recentemente mostram que essa preocupação pode ser amenizada. No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março ficou em 0,93%, abaixo das projeções do mercado, que esperavam uma alta de 1,05%. Além disso, a inflação acumulada em 12 meses ficou em 6,10%, ainda acima da meta estabelecida pelo governo, mas em desaceleração em relação a fevereiro.
Nos Estados Unidos, a inflação também ficou abaixo das expectativas. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março subiu 0,6%, enquanto o mercado esperava uma alta de 0,8%. Essa desaceleração da inflação americana também é um fator positivo para o mercado financeiro brasileiro, pois reduz a pressão sobre a valorização do dólar, que pode impactar negativamente a economia brasileira.
Além disso, a queda nas taxas dos DIs também reflete a confiança dos investidores na continuidade da política monetária do Banco Central, que tem mantido a Selic em 2% ao ano desde agosto de 2020. Com a inflação controlada e a expectativa de recuperação econômica, é possível que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha essa taxa por mais algum tempo, o que é favorável para os investimentos em renda fixa.
Outro fator que contribuiu para a queda nas taxas dos DIs foi a divulgação do Boletim Focus, que reúne as projeções do mercado para a economia brasileira. De acordo com o relatório, a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 caiu de 4,85% para 4,81%, enquanto a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 3,08% para 3,14%.
Esses dados refletem uma perspectiva mais otimista para a economia brasileira, o que é fundamental para atrair investimentos e impulsionar o crescimento do país. Além disso, a aprovação da reforma da Previdência e a continuidade das reformas estruturais, como a tributária e administrativa, também contribuem para a confiança dos investidores.
Portanto, os investidores podem ficar tranquilos em relação às taxas dos DIs, pois os dados de inflação e a perspectiva para a economia indicam que o cenário é favorável para os investimentos em renda fixa. No entanto, é importante lembrar que a diversificação é fundamental para uma carteira de investimentos saudável. Ou seja, é importante ter uma parte do patrimônio alocado em renda fixa e outra parte em renda variável, como ações e fundos imobiliários, por exemplo.
Com a queda nas taxas dos DIs, os investidores também podem aproveitar para revisar suas estratégias e buscar novas oportunidades de



