A Operação Contenção, deflagrada no Rio de Janeiro na última terça-feira (28), gerou muita polêmica desde seu início. Com mais de 130 mortes, é considerada a mais letal da história do estado, superando até mesmo o Massacre do Carandiru em número de violações. No entanto, a participação da Polícia Federal (PF) na ação foi questionada e o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, afirmou que a operação não era razoável para que a PF participasse.
Segundo Rodrigues, a superintendência regional da PF foi procurada para dar apoio no cumprimento dos mandados, mas a participação foi descartada por falta de atribuição legal. A PF atua na investigação, não na ação ostensiva, e por isso não foi comunicada sobre a deflagração da operação policial. Além disso, o diretor-geral afirmou que a equipe analisou o planejamento operacional e entendeu que não era uma operação razoável para a PF participar.
O governo do Rio de Janeiro, por sua vez, afirmou que a operação foi um sucesso e que as pessoas mortas reagiram com violência à ação policial. No total, foram feitas 113 prisões, mas a contagem de corpos ainda não está fechada e muitos foram retirados de área de mata pelos próprios moradores das comunidades. Enquanto isso, os criminosos retaliaram interditando ruas em diversos pontos da cidade, gerando caos e medo na população.
No entanto, especialistas ouvidos pela Agência Brasil criticaram a ação e a consideraram desproporcional e ineficaz. Além disso, ativistas que acompanharam a retirada de mais de 60 corpos de uma área de mata no Complexo do Penha classificaram a operação policial como um massacre. Diante de tantas opiniões divergentes, é necessário entender os fatos e analisar a situação de forma clara e imparcial.
A Operação Contenção foi planejada durante mais de um ano e contou com 60 dias de preparação. Segundo o governo do Rio de Janeiro, foi uma ação de combate ao crime organizado nos complexos do Alemão e da Penha, na capital do estado. No entanto, a contagem de corpos e as imagens da operação mostram que a ação não foi apenas contra os criminosos, mas também resultou em mortes de moradores inocentes e violações de direitos humanos.
Além disso, a participação da PF na operação foi questionada e o diretor-geral da instituição afirmou que a Polícia Federal não atua dessa forma, com ações ostensivas. A PF tem um papel importante na investigação e no combate ao crime organizado, mas sua atuação deve ser pautada pela inteligência e estratégia, descapitalizando o crime e prendendo lideranças.
Vale ressaltar que a Operação Contenção ocorreu em meio à pandemia da COVID-19, que já deixou milhares de mortos no país. O momento é delicado e exige cautela e planejamento por parte dos órgãos de segurança pública. Além disso, a ação policial também gerou um grande impacto na cidade e não atingiu o objetivo de conter o crime organizado, já que os criminosos conseguiram retaliar e interditar ruas em diversos pontos da cidade.
É preciso lembrar que a violência não pode ser combatida com mais violência. A solução para o problema da criminalidade passa por políticas públicas efetivas e um trabalho conjunto entre as forças de segurança, respeitando sempre os direitos humanos. Além disso, é necessário investigar e punir os responsáveis pelas violações ocorridas durante a operação, garantindo justiça para as vítimas e suas



