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O prefeito de Florianópolis (SC), Topázio Neto, anunciou recentemente que está implementando um sistema de controle de chegada de pessoas à cidade. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o político informou que a prefeitura instalou um posto avançado da assistência social na rodoviária local, com o objetivo de identificar e auxiliar aqueles que chegam ao município sem emprego ou moradia.
Segundo Neto, essa medida tem como objetivo manter a ordem e as regras na cidade. Ele citou o exemplo de um senhor que foi mandado para Florianópolis sem nenhum vínculo com a cidade e ressaltou que sua equipe já conseguiu enviar mais de 500 pessoas de volta para seus locais de origem.
Essa decisão do prefeito gerou grande repercussão nas redes sociais e diversos sites e portais noticiaram o fato. Muitas pessoas elogiaram a atitude de Topázio Neto, enquanto outras expressaram preocupação e críticas à medida tomada.
Em resposta às críticas, o prefeito esclareceu que não se trata de um controle migratório, mas sim de uma forma de evitar que a cidade se torne um depósito de pessoas em situação de rua. Ele ressaltou que a liberdade de circulação é um direito garantido por lei, mas que a Prefeitura não pode permitir que outras cidades despejem seus problemas em Florianópolis.
Porém, segundo o professor de Direito da FGV do Rio de Janeiro, Thiago Bottino, essa medida não tem amparo legal, já que a circulação é livre em todo o território nacional, exceto em situações emergenciais. O político também foi criticado pela antropóloga, historiadora e membro da Academia Brasileira de Letras, Lilia Schwarcz, que classificou a atitude como autoritária e fascista.
É importante ressaltar que a preocupação do prefeito com a ordem e o bem-estar da população é válida, mas é preciso encontrar soluções mais adequadas e respeitosas para lidar com a situação daqueles que chegam à cidade em busca de uma nova vida.
Não se pode negar que Florianópolis, assim como outras cidades, enfrenta problemas sociais e econômicos que afetam a qualidade de vida de sua população. Porém, impedir a entrada de pessoas na cidade não é a solução ideal. Pelo contrário, esse tipo de abordagem reforça a exclusão social e a discriminação.
É papel do poder público promover políticas públicas eficazes para combater a pobreza e a desigualdade social, além de garantir dignidade e oportunidades para todos os cidadãos. É preciso estar atento às demandas da população e buscar soluções efetivas e humanizadas para os problemas enfrentados pela cidade.
Além disso, é fundamental que haja integração e cooperação entre as cidades e governos, para que a responsabilidade de lidar com essas questões não seja transferida para apenas um local. É necessário um esforço conjunto para enfrentar as dificuldades e garantir uma sociedade mais justa e igualitária para todos.
Portanto, é importante que o prefeito Topázio Neto reavalie sua decisão e busque alternativas para lidar com a situação daqueles que chegam à Florianópolis em busca de uma vida melhor. É preciso agir com responsabilidade e empatia, respeitando os direitos de todos os cidadãos e buscando soluções justas e humanizadas para os problemas enfrentados pela cidade.



