Nos últimos meses, o setor de frigoríficos vem chamando a atenção do mercado financeiro e dos investidores. Com altas expressivas em suas ações, essas empresas se tornaram o centro das atenções e muitos investidores aproveitaram a oportunidade para aumentar suas posições. No entanto, nos últimos dias, o setor tem registrado perdas em suas ações, em especial a MBRF, que chegou a ter um forte crescimento de 36% em apenas 6 pregões, mas agora enfrenta um segundo dia consecutivo de queda. Mas afinal, o que explica essa queda?
Antes de analisarmos os motivos por trás dessa queda, é importante entendermos um pouco mais sobre a MBRF. A empresa é uma das maiores produtoras de carne bovina do Brasil e também está presente em outros segmentos, como a produção de leite e derivados. É uma empresa consolidada, com forte presença no mercado e que vem apresentando resultados positivos nos últimos anos.
Entretanto, o setor de frigoríficos vem enfrentando alguns obstáculos que podem explicar a queda recente das ações da MBRF. Um dos principais fatores é a valorização do dólar. Com a moeda americana em alta, as exportações de carne brasileira se tornam menos competitivas, o que afeta diretamente as empresas do setor. Além disso, há uma preocupação com o impacto da pandemia de COVID-19 nas demandas interna e externa de carne, o que pode refletir nos resultados das empresas.
Outro ponto que pode influenciar a queda das ações da MBRF é a questão ambiental. O Brasil tem enfrentado críticas e pressões internacionais em relação ao desmatamento e às queimadas na Amazônia. Isso pode prejudicar a imagem do país e, consequentemente, das empresas brasileiras que atuam no setor de agronegócio, incluindo os frigoríficos. Além disso, há uma crescente preocupação dos consumidores em relação à sustentabilidade e às práticas ambientais das empresas, o que pode afetar as vendas e os resultados das companhias do setor.
No entanto, é importante ressaltar que a MBRF e outras empresas do setor possuem mecanismos de controle e monitoramento ambiental, além de programas de responsabilidade social. Além disso, o agronegócio brasileiro é um dos mais avançados e sustentáveis do mundo, com tecnologias e práticas que minimizam os impactos ambientais. Esses fatores podem ser levados em consideração pelos investidores e, no longo prazo, ajudar a reverter as perdas recentes.
Além dos fatores externos, é preciso mencionar que a MBRF passou por uma mudança significativa em sua gestão recentemente. Em julho, o Conselho Administrativo da empresa aprovou a indicação de Marcos Molina dos Santos como CEO, substituindo Antônio Jorge Camardelli. Essa mudança pode ter gerado uma certa incerteza e insegurança nos investidores, o que pode estar refletindo na queda das ações.
Apesar desses obstáculos e desafios, é importante ressaltar que a MBRF e o setor de frigoríficos em geral possuem bons fundamentos e perspectivas positivas no longo prazo. A demanda por carne bovina continua crescendo no mundo todo, especialmente em países como China e Índia, e o Brasil é um dos principais produtores e exportadores desse produto. Além disso, a diversificação das atividades da MBRF, como a produção de leite e derivados, pode ajudar a minimizar os efeitos de eventuais quedas nas vendas de carne bovina.
Com isso, é importante que os investidores mantenham a calma e a perspectiva a longo prazo. A



