O mundo dos negócios está em constante evolução e, com isso, surgem novas tendências e modelos de remuneração para os profissionais que atuam nesse mercado. Um dos temas mais discutidos atualmente é a forma como os diretores de empresas devem ser remunerados: por taxa fixa ou por comissão?
Para esclarecer essa questão, conversamos com o diretor-executivo da XP Investimentos, empresa brasileira de serviços financeiros, Guilherme Sant’Anna. Segundo ele, é preciso levar em conta o tipo de cliente e o funcionamento do portfólio de cada um para decidir qual é o melhor modelo de remuneração. Mas, para a XP, a resposta para essa questão é simples: “ter todos” os modelos.
De acordo com Sant’Anna, a XP usa um sistema de remuneração híbrido, que combina os dois modelos mencionados. Ele explica que, no caso dos assessores de investimentos, a remuneração é composta por uma taxa fixa (paga pelos clientes) e uma comissão (paga pela XP). Dessa forma, o profissional é motivado a oferecer um serviço de qualidade e, ao mesmo tempo, tem um incentivo financeiro.
Mas por que a XP escolheu esse modelo? Sant’Anna nos conta que, além de ser um sistema justo para todos, ele também se adequa às diferentes demandas do mercado. “Nós temos clientes de diferentes perfis e diferentes necessidades. Por isso, oferecemos esse sistema de remuneração que se adapta a cada situação”, esclarece o diretor da XP.
Um dos grandes desafios de qualquer empresa é manter seus colaboradores motivados e engajados. E quando se trata de remuneração, é preciso encontrar um equilíbrio entre justiça e incentivo. Segundo Sant’Anna, a XP tem um programa de treinamento e desenvolvimento que estimula os profissionais a buscar sempre o melhor para os clientes, seja por meio da comissão ou da taxa fixa.
Além disso, o diretor da XP destaca a importância de proporcionar um ambiente de trabalho saudável e de oferecer benefícios atrativos para os colaboradores. Dessa forma, a empresa consegue reter talentos e manter uma equipe motivada e comprometida com os resultados.
No entanto, Sant’Anna ressalta que a remuneração não é o único fator que influencia na motivação dos colaboradores. Ele destaca a importância de ter um propósito maior em seu negócio, que vai além do lucro, e de promover uma cultura de meritocracia, em que o esforço e o empenho são reconhecidos e valorizados.
Sendo assim, podemos concluir que não existe um modelo de remuneração único e ideal para todas as empresas. Cada organização deve analisar seu mercado, seu público e suas características internas para decidir qual é o melhor sistema de remuneração para seus colaboradores.
Para a XP, a combinação de taxa fixa e comissão se mostrou eficaz e alinhada com a cultura da empresa. E o diretor, Guilherme Sant’Anna, finaliza dizendo que acredita que o mais importante é a transparência nas relações entre empresa e colaboradores. “É preciso ter uma parceria verdadeira, em que ambos se beneficiem com o crescimento e o sucesso da empresa”, conclui.
Com isso, podemos aprender que, independente do modelo de remuneração escolhido, é fundamental promover um ambiente de trabalho saudável, incentivar o desenvolvimento e o engajamento dos colaboradores e, acima de tudo, ter um propósito maior no negócio. Esses fatores são essenciais para manter a motivação dos profissionais e, consequentemente, alcançar bons resultados para a empresa.



