Em 2018, a economia global foi abalada pelas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O presidente americano, Donald Trump, desencadeou uma série de tarifas sobre produtos chineses, o que gerou incertezas e volatilidade no mercado financeiro. Como resultado, o índice S&P 500, que mede o desempenho das 500 maiores empresas listadas na bolsa de valores americana, sofreu uma queda de 6,2% em outubro, a maior desde 2011.
No entanto, a recuperação do S&P 500 em 2019 tem sido surpreendentemente resiliente. Em abril, o índice atingiu seu nível mais alto desde setembro de 2018. Como isso foi possível? E quais são os fatores por trás dessa recuperação? Vamos analisar em detalhes, em seis gráficos, a montanha-russa que Wall Street tem vivido nos últimos meses.
Gráfico 1: Desempenho do S&P 500 em 2019
De acordo com dados da Bloomberg, o S&P 500 teve um desempenho excelente em 2019 até agora, com um ganho acumulado de 17,5%. Isso representa uma recuperação impressionante após a queda de 6,2% em outubro de 2018. Mas o que impulsionou esse desempenho positivo?
Gráfico 2: Lucros resilientes
Uma das principais razões para a recuperação do S&P 500 é a resiliência dos lucros das empresas listadas no índice. Segundo a consultoria FactSet, 76% das empresas que divulgaram seus resultados do primeiro trimestre de 2019 superaram as expectativas de lucro dos analistas. Isso mostra que, apesar das tensões comerciais, as empresas foram capazes de manter sua rentabilidade e gerar valor para os acionistas.
Gráfico 3: O boom da inteligência artificial
Um dos setores que tem impulsionado o desempenho do S&P 500 é o da inteligência artificial (IA). Segundo a empresa de análise de mercado CB Insights, o investimento em startups de IA atingiu US$ 9,3 bilhões no primeiro trimestre de 2019, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano passado. Companhias como Google, Facebook e Amazon estão liderando esse movimento, criando soluções inovadoras e disruptivas que estão impulsionando a economia.
Gráfico 4: Concentração no mercado
Embora a recuperação do S&P 500 seja um indicador positivo, é preciso ter cautela com a crescente concentração no mercado. As cinco maiores empresas do índice (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet e Facebook) representam cerca de 17% do valor total do S&P 500. Isso significa que o desempenho dessas empresas tem um grande impacto no índice como um todo. Essa concentração pode ser um sinal de uma possível bolha no mercado.
Gráfico 5: Risco de bolha
Com a alta concentração no mercado, muitos investidores estão preocupados com o risco de uma bolha no S&P 500. O índice já atingiu seu nível mais alto desde setembro de 2018 e algumas empresas, como a Tesla, estão sendo negociadas a valores muito elevados em relação aos seus lucros. Essa situação pode ser um alerta para uma possível correção no mercado.
Gráfico 6: Volatilidade
Por fim, é importante destacar a volatilidade do S&P 500, que tem sido constante nos últimos meses. Em maio, o índice registrou uma das maiores quedas do ano, devido às tensões comerciais entre os EUA e a China. Essa volatilidade pode continuar no radar dos investidores, já que as incertezas comerciais ainda



