A Folia de Reis é uma das mais antigas e tradicionais manifestações culturais do Brasil, que remonta ao século XVIII. Com suas raízes na religiosidade popular, essa festa é uma mistura de fé, música, dança e devoção, que se mantém viva até os dias de hoje. E é com muita alegria que o Museu Vassouras, localizado no estado do Rio de Janeiro, recebe mais uma vez essa celebração tão especial, que acontece hoje e amanhã (4).
O encontro reúne duas jornadas de folia, atividades educativas e uma roda de poesias, reafirmando o compromisso da instituição com a valorização dos saberes populares e das expressões culturais que moldam a identidade do Vale do Café. É uma oportunidade única de vivenciar e conhecer de perto essa tradição que faz parte da história e da cultura brasileira.
Para a diretora artística do Museu Vassouras, Catarina Duncan, receber as Folias de Reis no museu é um gesto simbólico. “Aqui vemos a valorização do sagrado, da cultura do território do Vale do Café e das pessoas que mantém viva essa tradição tão especial. Teremos a oportunidade de ver duas folias da região além de promover atividades educativas e uma roda de poesia e rima”.
A jornada começa hoje, sábado (3), a partir das 16h, com o cortejo da Jornada Jardim do Éden, conduzida pela mestra Rita de Cássia. O grupo percorre os espaços do museu com seus cantos tradicionais, violas, pandeiros e a bandeira que guia a jornada. Em seguida, às 17h, é a vez da Jornada Descendentes de Davi, liderada pelos mestres Tiago Meirelles e Lelê, que dão continuidade ao cortejo, reafirmando a força coletiva da tradição e o diálogo entre diferentes gerações de foliões.
Mas a programação não para por aí. No domingo (4), das 10h às 12h, o Educativo do Museu Vassouras promove a Oficina de Bandeiras de Folia, aberta a visitantes de todas as idades. A bandeira é um elemento central das jornadas, que concentra símbolos religiosos, histórias familiares e marcas do território. A proposta da oficina é estimular a criação coletiva, o uso de materiais diversos e a troca de saberes, conectando o fazer manual às memórias do Vale do Café.
E para encerrar com chave de ouro, às 16h, acontece a Roda de Poesias dos Soldados da Divina Irmandade do Oriente, quando a palavra falada se soma à música e ao gesto, ampliando a experiência sensível da folia e reforçando seu caráter de transmissão oral e comunitária.
Segundo a organização do evento, ao integrar cortejos, educação patrimonial e poesia, o Encontro de Folias de Reis reafirma o papel do museu como espaço vivo de escuta e circulação de culturas, fortalecendo vínculos com as comunidades locais e reconhecendo a potência das manifestações populares que continuam a escrever a história de Vassouras e do interior do estado do Rio.
Além da programação dedicada à Folia de Reis, o museu recebe o artista Pandro Nobã para uma visita especial em torno das obras Ao longe e Céu na Terra, que integram o eixo Vapor da exposição Chegança, ampliando o diálogo entre arte contemporânea e tradição.
Não perca a oportunidade de vivenciar essa festa tão rica em cultura



