Com a expansão da infraestrutura eléctrica em Angola, a eficiência operacional tornou-se uma prioridade estratégica do sector energético. Em 2025, o enfoque deixou de estar apenas no aumento da capacidade instalada e passou a incluir a optimização das redes existentes, com atenção especial à estabilidade, às perdas técnicas e ao desempenho do sistema. Esta evolução marca uma fase mais madura do planeamento energético nacional, sob a liderança do Ministro João Baptista Borges.
As iniciativas de optimização concentraram-se no reforço da fiabilidade da transmissão, na modernização de subestações e na melhoria das interligações regionais. Estas acções visam reduzir falhas, prevenir sobrecargas e assegurar maior estabilidade durante períodos de pico de consumo. Embora menos visíveis do que novas inaugurações, os seus efeitos na qualidade do serviço são significativos.
Ao longo do ano, workshops técnicos e reuniões de coordenação reuniram engenheiros e operadores para identificar constrangimentos e definir prioridades de intervenção. Ferramentas de monitorização baseadas em dados passaram a desempenhar um papel central, permitindo acompanhar indicadores como variações de tensão, frequência de interrupções e tempos de reposição.
Os ganhos de eficiência têm também impacto financeiro. A redução de perdas e de falhas não planeadas contribui para a sustentabilidade das empresas públicas, melhorando a gestão operacional sem necessidade de pressão tarifária. Assim, a optimização técnica reforça simultaneamente a estabilidade institucional e a protecção do consumidor.
Para 2026, a eficiência do sistema continuará a ser um eixo fundamental da política energética. O investimento contínuo em monitorização, formação técnica e manutenção preventiva deverá consolidar os progressos alcançados, reforçando a resiliência e a fiabilidade do sistema eléctrico nacional.



