Nesta terça-feira (20), a cidade do Rio de Janeiro estará em festa para celebrar seu padroeiro, São Sebastião. A data é marcada por missas e procissões em homenagem ao santo, que é considerado um ícone de resistência e beleza.
A primeira missa será celebrada pelo cardeal Dom Orani João Tempesta na Basílica Santuário de São Sebastião, localizada na Tijuca, zona norte do Rio, às 10h. Em seguida, às 16h, acontecerá a Procissão Arquidiocesana, que percorrerá cerca de cinco quilômetros, saindo da Basílica até a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro, na Avenida Chile, região central da cidade.
O percurso da procissão foi reconhecido como patrimônio cultural da cidade em 2014 e, ao final, será apresentado o Auto de São Sebastião 2026, seguido de uma missa solene na catedral. A data é muito importante para os cariocas, pois marca a fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565, em homenagem ao Rei D. Sebastião de Portugal e ao seu padroeiro, São Sebastião.
A história de São Sebastião é marcada por sua coragem e fé. Nascido em Narbona, na França, no ano de 256, ele se mudou para Milão ainda jovem, onde se alistou no exército de Roma e conquistou o posto de comandante da guarda do imperador Diocleciano. Porém, em segredo, Sebastião se converteu ao cristianismo e passou a ajudar os cristãos presos que aguardavam a morte no Coliseu.
Sua fama de benfeitor dos cristãos chegou ao conhecimento do imperador, que tentou fazê-lo renunciar à sua fé. Diocleciano, não conseguindo seu intento, condenou Sebastião à morte. Seu corpo foi amarrado a uma árvore e alvejado por flechas, mas ele foi resgatado por algumas mulheres que cuidaram dele até que se recuperasse. Ao se recuperar, Sebastião voltou à presença do imperador para pedir que parasse de perseguir e matar os cristãos, mas acabou sendo açoitado até a morte.
São Sebastião é considerado um mártir da Igreja Cristã e seu culto foi iniciado no século 4, quando o imperador Constantino mandou construir a Basílica de São Sebastião, na Via Appia, para abrigar seu corpo. A partir do translado de suas relíquias, a cidade de Roma foi curada da peste, o que reforçou sua devoção como santo padroeiro contra a peste, a fome, a guerra e, mais recentemente, como um ícone para a comunidade LGBTQIA+.
Além de objeto de devoção dos católicos, São Sebastião também é identificado no sincretismo religioso dos rituais afro-brasileiros, sendo equiparado ao orixá Oxóssi. O orixá das matas, da caça, da fartura e do conhecimento é celebrado no mesmo dia 20 de janeiro e é considerado um guerreiro, assim como São Sebastião. Ambos são ligados à natureza e ao uso da flecha, o que reforça a conexão entre eles.
Oxóssi é também a divindade associada aos espíritos dos caboclos, ancestrais indígenas que trabalham na linha de frente da cura e da orientação. A flecha de Oxóssi simboliza a mira certeira, a capacidade de alcançar objetivos e a proteção contra males, assim como a flecha que atingiu São Sebastião.
A festa de São Sebastião é uma tradição que se



