A morte trágica de Deivison Rocha Dantas, um adolescente de apenas 13 anos, após um ataque de tubarão em Olinda, região metropolitana do Recife, abalou não apenas sua família e amigos, mas também toda a população brasileira. O incidente reacendeu o debate sobre a presença desses animais no litoral brasileiro e as medidas de prevenção para evitar novos ataques.
Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), o animal responsável pelo ataque foi provavelmente um tubarão-cabeça-chata (Carcharhinus leucas), espécie bastante comum na região. A lesão causada no adolescente era característica dessa espécie, reforçando a hipótese apresentada pelo Cemit.
Infelizmente, essa não é a primeira vez que um ataque de tubarão é registrado em Pernambuco. Desde 1992, foram 82 incidentes com esses animais, sendo 67 no litoral continental e 14 no Arquipélago de Fernando de Noronha. Um trecho de 33 km de praia na região metropolitana do Recife é considerado pelo Cemit como uma área de maior probabilidade de ocorrência de ataques.
Apesar de existirem placas de sinalização alertando sobre a presença de tubarões na região, muitas pessoas ainda se banham no mar sem considerar os riscos. Além disso, as atividades náuticas, como surf e stand up paddle, são proibidas em trechos do litoral, mas o banho de mar ainda é permitido. É preciso que a população entenda a gravidade da situação e siga as orientações de segurança.
É importante ressaltar que não é possível controlar a presença dos tubarões no mar, uma vez que eles são animais selvagens e fazem parte do ecossistema marinho. Por isso, é fundamental que as autoridades e a população trabalhem juntas para promover a prevenção e minimizar os riscos de ataques.
Uma das medidas adotadas pelo governo de Pernambuco foi a retomada do monitoramento de tubarões no litoral do estado, que estava interrompido desde 2015. O edital prevê o uso de microchip para acompanhar os animais, com um investimento de até R$ 1.052.000,00 e duração de 24 meses. O foco principal será o trecho de 33 km de praias considerado de maior risco, mas outras áreas do litoral também serão incluídas.
Além disso, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) realiza um monitoramento no arquipélago de Noronha, em parceria com o governo estadual e outras instituições. Essas ações são fundamentais para obter informações e entender melhor o comportamento dos tubarões, a fim de tomar medidas mais eficazes de prevenção.
Entretanto, não devemos considerar os tubarões como vilões. Eles são animais importantes para o equilíbrio do ecossistema marinho e devemos respeitá-los. É preciso conscientizar a população sobre a importância da preservação ambiental e da convivência harmoniosa com as espécies marinhas.
É importante lembrar que o mar é o habitat natural dos tubarões e nós, seres humanos, estamos invadindo esse espaço. Por isso, é fundamental que tenhamos consciência e respeito ao entrar em seu território. Além disso, medidas simples como não entrar no mar em horários de maior atividade dos tubarões, respeitar as áreas de risco e evitar a pesca próxima à costa também são importantes para reduzir os riscos de ataques.
A morte do adolescente Deivison é uma tragéd



