A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma importante operação nesta segunda-feira (2), que resultou na apreensão de bombas de fabricação caseira com integrantes de um grupo que planejava realizar atentados durante uma manifestação. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e contou com o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em endereços na capital, região metropolitana e interior do estado.
Segundo as investigações, o grupo se autodenomina “Geração Z” e possui cerca de 300 integrantes apenas na cidade do Rio de Janeiro. A operação teve início após a DRCI tomar conhecimento da existência de grupos de mensagens e páginas em redes sociais que estavam organizando “manifestações antidemocráticas” em diversos estados do Brasil.
Além da ação no Rio de Janeiro, a Polícia Civil de São Paulo também realizou uma operação nesta tarde, que resultou na prisão de 12 pessoas suspeitas de planejar um atentado na Avenida Paulista. A Polícia Federal também prendeu um suspeito em São Paulo por planejar um atentado terrorista.
A operação de hoje foi planejada inicialmente para cumprir medidas cautelares contra quatro envolvidos. Porém, após informações de inteligência, outros 13 foram identificados e a polícia solicitou ao Juízo por mais mandados de busca e apreensão, que foram deferidos pela Justiça.
Durante a ação, a polícia apreendeu coquetéis molotov de fabricação caseira, além de bandeiras e panfletos sem alvos específicos. O delegado titular da DRCI, Luiz Lima, afirmou que o material apreendido incluía “bandeiras com frases de combate à corrupção, contra a corrupção no caso Banco Master e contra governantes atuais, mas sem especificar nomes ou partidos políticos e nem a qual legenda pertenciam”.
A polícia identificou que os integrantes do grupo compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto. Também foram encontradas orientações e materiais instrutivos para a confecção de artefatos incendiários improvisados, como o coquetel molotov, além de bombas caseiras, confeccionadas com bolas de gude e pregos em seu interior.
Os alvos dos mandados de busca e apreensão são investigados pelos crimes de incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. Todos são participantes ou administradores de grupos na internet que atuavam no Rio de Janeiro e “exerciam papel ativo e relevante, com incentivo direto à prática de atos violentos e direcionamento das ações planejadas, incluindo a escolha de um local sensível do cenário político fluminense para a realização do ataque”, afirmou a polícia.
É importante ressaltar que a ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro foi fundamental para evitar possíveis atentados e garantir a segurança da população. A apreensão desses artefatos e a prisão dos suspeitos demonstram a eficiência e o comprometimento das autoridades em combater a violência e o crime organizado.
Além disso, a operação também reforça a importância da colaboração da população no combate ao crime. Através de denúncias e informações, a polícia pôde agir de forma rápida e eficaz, evitando possíveis tragédias.
É preciso destacar que a liberdade de manifestação é um direito garantido pela Constituição, porém, é inadmissível que grupos utilizem esse direito para promover a violência e o caos. A democracia deve ser exercida de forma



