O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que está otimista em relação às novas trocas de prisioneiros com a Rússia, após participar das negociações tripartidas sobre o fim do conflito na Ucrânia, que ocorreram em Abu Dhabi.
O encontro entre os líderes da Ucrânia, Rússia e França, que contou também com a presença do presidente francês, Emmanuel Macron, foi um importante passo para a resolução pacífica do conflito que já dura mais de 5 anos. Zelensky, que assumiu o cargo em maio deste ano, tem como uma de suas principais metas acabar com a guerra no leste ucraniano, que já deixou mais de 13 mil mortos e milhares de desabrigados.
Durante a coletiva de imprensa após as negociações, Zelensky declarou que “há uma esperança real de que em breve possamos realizar novas trocas de prisioneiros com a Rússia”. Esta seria a segunda troca de prisioneiros entre os dois países desde a posse de Zelensky, que aconteceu em dezembro de 2019. A primeira foi realizada em setembro, quando a Ucrânia libertou 35 prisioneiros em troca de 35 prisioneiros ucranianos que estavam detidos na Rússia.
Além da troca de prisioneiros, as negociações em Abu Dhabi também abordaram a implementação dos acordos de paz de Minsk, que foram assinados em 2015, mas nunca foram totalmente cumpridos. Segundo Zelensky, as partes concordaram em reiniciar o processo de retirada de tropas em três áreas de conflito no leste da Ucrânia e estabelecer um novo calendário para a realização de eleições locais nas regiões controladas pelos separatistas pró-Rússia.
O presidente ucraniano também ressaltou que a principal prioridade é garantir um cessar-fogo duradouro e a retirada de todas as tropas russas e armamentos do território ucraniano. “Nós queremos paz e acreditamos que agora estamos mais perto dela”, afirmou Zelensky.
A reunião em Abu Dhabi foi vista como um sinal positivo de que as negociações de paz entre Ucrânia e Rússia podem finalmente avançar. O conflito no leste da Ucrânia teve início em 2014, quando o governo pró-Rússia do então presidente Viktor Yanukovych foi derrubado por uma série de protestos pró-democracia. A Rússia anexou a Crimeia e apoiou separatistas no leste da Ucrânia, o que gerou uma crise diplomática entre os dois países.
No entanto, desde que assumiu o cargo, Zelensky tem adotado uma abordagem mais conciliatória em relação à Rússia, buscando resolver o conflito através do diálogo e da diplomacia. Seu governo está empenhado em implementar reformas sociais e econômicas para melhorar as condições de vida dos ucranianos, além de trabalhar pela retomada da integridade territorial do país.
Diante deste cenário, o presidente francês Emmanuel Macron elogiou a iniciativa de Zelensky em buscar uma solução pacífica para o conflito e ressaltou a importância do diálogo entre as partes. “É preciso continuar trabalhando para avançar nas negociações e alcançar um acordo que traga estabilidade e paz para a região”, afirmou Macron.
Com a promessa de novas trocas de prisioneiros e o avanço nas negociações de paz, a população ucraniana tem motivos para se manter otimista



