No dia 1º de junho de 2018, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o início das tarifas sobre a China, o Canadá e o México, o que gerou uma grande aversão global a risco. Essa medida, que visa proteger a indústria americana, acabou gerando uma série de retaliações por parte dos países afetados, o que impactou diretamente o mercado financeiro.
No Brasil, o índice de ADRs (American Depositary Receipts) fechou em queda de 0,56%, refletindo a preocupação dos investidores com a escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais. Esses papéis, que representam ações de empresas brasileiras negociadas na bolsa de valores americana, são um importante termômetro do mercado financeiro brasileiro.
A aversão a risco é um fenômeno comum em momentos de incerteza e instabilidade econômica. Quando há uma grande volatilidade nos mercados, os investidores tendem a se afastar de ativos considerados mais arriscados, como as ações, e buscar refúgio em investimentos mais seguros, como os títulos do tesouro americano. Isso acaba gerando uma queda nos preços das ações e uma valorização do dólar, que é considerado uma moeda forte e estável.
No entanto, é importante ressaltar que essa aversão a risco é temporária e pode ser vista como uma oportunidade para os investidores mais experientes. Afinal, a volatilidade do mercado pode gerar boas oportunidades de compra de ações a preços mais baixos, o que pode trazer bons retornos no longo prazo.
Além disso, é importante lembrar que o Brasil possui uma economia sólida e diversificada, o que torna o país menos vulnerável a crises externas. O mercado brasileiro tem se mostrado resiliente e, mesmo com a queda do índice de ADRs, a bolsa de valores brasileira fechou em alta no mesmo dia, mostrando que os investidores confiam na economia do país.
É importante destacar também que o Brasil possui um grande potencial de crescimento, com uma população jovem e empreendedora, além de um mercado consumidor em expansão. Isso faz com que o país seja um destino atraente para investimentos estrangeiros, mesmo em momentos de turbulência no mercado internacional.
Portanto, é fundamental que os investidores brasileiros mantenham a calma e não se deixem levar pelo clima de aversão a risco. É preciso ter uma visão de longo prazo e aproveitar as oportunidades que surgem em momentos de crise. Além disso, é importante diversificar a carteira de investimentos, buscando opções mais seguras e equilibrando os riscos.
O governo brasileiro também tem um papel importante nesse cenário, adotando medidas que fortaleçam a economia e atraiam investimentos para o país. A reforma da previdência, por exemplo, é uma pauta fundamental para garantir a sustentabilidade das contas públicas e atrair a confiança dos investidores.
Em resumo, a aversão global a risco após o anúncio das tarifas por parte dos Estados Unidos é um fenômeno temporário e que não deve abalar a confiança dos investidores no mercado brasileiro. É preciso manter a calma e aproveitar as oportunidades que surgem em momentos de crise, tendo sempre uma visão de longo prazo. O Brasil possui uma economia sólida e um grande potencial de crescimento, o que faz do país um destino atraente para investimentos.


