A adoção do Bitcoin como ativo estratégico tem sido um tema cada vez mais discutido no mundo dos negócios. E recentemente, a empresa brasileira Méliuz (CASH3) anunciou que está buscando tornar o Bitcoin o principal ativo de sua tesouraria, em busca de um retorno de longo prazo.
Essa decisão da Méliuz vem em um momento em que o Bitcoin tem ganhado cada vez mais destaque no mercado financeiro, com seu valor atingindo níveis recordes e grandes empresas e investidores institucionais adotando a criptomoeda como parte de suas estratégias de investimento.
Mas o que levou a Méliuz a tomar essa decisão e como ela pretende implementar essa estratégia? Vamos analisar mais detalhadamente.
A Méliuz é uma empresa brasileira de cashback, que oferece aos seus usuários a possibilidade de receber de volta uma porcentagem do valor gasto em compras online. Fundada em 2011, a empresa abriu seu capital na bolsa de valores em novembro de 2020 e desde então tem apresentado um crescimento constante.
No início de março de 2021, a Méliuz anunciou que havia comprado 1,5 mil bitcoins, o equivalente a cerca de R$ 70 milhões na época. Essa aquisição foi feita com o objetivo de diversificar a sua tesouraria e buscar um retorno de longo prazo, além de se proteger contra a inflação.
Mas a empresa não parou por aí. Em abril, a Méliuz anunciou que estava buscando tornar o Bitcoin o principal ativo estratégico de sua tesouraria, solicitando uma análise para avaliar a viabilidade dessa decisão. E essa notícia teve um impacto positivo no mercado, com as ações da empresa subindo 16% após o anúncio.
Segundo a Méliuz, a decisão de adotar o Bitcoin como ativo estratégico está alinhada com a sua visão de longo prazo e com a busca por inovação e diferenciação no mercado. Além disso, a empresa acredita que o Bitcoin pode ser uma forma de proteger seu capital contra a desvalorização da moeda brasileira e a inflação.
Mas essa não é a primeira vez que uma empresa brasileira adota o Bitcoin como parte de sua estratégia de investimento. Em 2020, a empresa de tecnologia MicroStrategy comprou mais de 90 mil bitcoins, tornando-se uma das maiores detentoras da criptomoeda no mundo. E recentemente, a Tesla também anunciou que havia comprado US$ 1,5 bilhão em bitcoins, além de aceitar a criptomoeda como forma de pagamento por seus carros.
Esses movimentos de grandes empresas em direção ao Bitcoin têm sido vistos como um sinal de que a criptomoeda está se tornando cada vez mais aceita e valorizada no mercado financeiro. E a decisão da Méliuz de adotar o Bitcoin como ativo estratégico pode ser vista como um passo importante para a sua consolidação como uma moeda global.
Mas como a Méliuz pretende implementar essa estratégia? A empresa ainda não divulgou detalhes sobre como irá gerenciar seus bitcoins, mas é possível que ela opte por mantê-los em sua tesouraria como reserva de valor, assim como outras empresas têm feito. Além disso, a Méliuz também pode oferecer aos seus usuários a opção de receber cashback em bitcoins, o que pode atrair ainda mais clientes para a plataforma.
É importante ressaltar que a adoção do Bitcoin como ativo estratégico não é isenta de riscos. A criptomoeda é conhecida por sua volatilidade e ainda é vista com desconfiança por muitos investidores tradicionais. No entanto, a Méliuz parece estar disposta a assumir esse risco em busca de um retorno de longo


