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A exploração espacial é um tema que sempre fascinou a humanidade. A ideia de viajar para outros planetas, descobrir novos mundos e tecnologias avançadas é extremamente atraente e inspiradora. Porém, poucas pessoas imaginam que essa inspiração pode ser utilizada para combater um dos maiores problemas do Brasil: a pobreza. Foi pensando nisso que a apresentadora, escritora e ativista social Amanda Klein decidiu lançar o projeto “De Marte à favela”, em parceria com o empreendedor social Edu Lyra.
O projeto foi inspirado na missão Mars One, que tinha o objetivo de estabelecer uma colônia humana em Marte até 2027. Amanda e Edu perceberam que, assim como os astronautas precisam de um esforço coletivo e tecnologia avançada para sobreviver em outro planeta, as comunidades carentes também precisam de apoio e tecnologia para superar suas dificuldades e alcançar melhores condições de vida.
A ideia de utilizar o tema da exploração espacial para combater a pobreza surgiu quando Amanda conheceu Edu Lyra no Instituto Gerando Falcões, fundado por ele. O instituto, presente em diversas comunidades carentes, tem como objetivo principal a educação e a formação profissional para jovens que vivem em situação de vulnerabilidade social.
A apresentadora ficou impressionada com o trabalho desenvolvido pelo Instituto Gerando Falcões e decidiu se unir a Edu para ampliar ainda mais o alcance do projeto. Juntos, eles criaram o “De Marte à favela”, que tem como objetivo transformar as favelas brasileiras em naves espaciais, garantindo que todas as suas necessidades básicas sejam atendidas e que os moradores tenham oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
O projeto consiste em três pilares: educação, cultura e tecnologia. A educação é vista como a base para o desenvolvimento humano e, por isso, é essencial para que as comunidades carentes atinjam um patamar mais elevado. Por meio do Instituto Gerando Falcões, o “De Marte à favela” oferece aulas de reforço escolar, cursos profissionalizantes e atividades culturais como dança, teatro e música.
A cultura é outro pilar importante do projeto, pois acreditam que ela é capaz de despertar o potencial criativo e empreendedor dos jovens. Por isso, o projeto promove oficinas de artes e incentiva a produção de conteúdos culturais pelas comunidades, como peças teatrais, exposições de arte e festivais de música.
Já a tecnologia é vista como uma ferramenta essencial para o progresso e desenvolvimento social. O “De Marte à favela” oferece cursos de programação, robótica e outras áreas tecnológicas, além de disponibilizar laboratórios de informática nas comunidades. Com esses conhecimentos, os jovens se tornam aptos para o mercado de trabalho e podem criar soluções para os problemas enfrentados em seu próprio território.
O objetivo do projeto é transformar as favelas brasileiras em verdadeiras naves espaciais, com jovens bem-educados, criativos, empreendedores e capacitados tecnologicamente. O nome “De Marte à favela” reflete essa ideia de superação e inovação, assim como os astronautas que se aventuram em terras desconhecidas e enfrentam desafios para alcançar seus objetivos.
Com a ajuda de parceiros e patrocinadores, o projeto conseguiu expandir suas ações para diversas comunidades em diferentes estados do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará e Minas Gerais. Até o momento, mais de 10 mil jovens já foram impactados



