Há um ano, em 25 de abril de 2019, foi inaugurado o Museu Nacional da Resistência e Liberdade na Fortaleza de Peniche. Um espaço que homenageia os heróis da resistência à ditadura portuguesa e celebra a liberdade conquistada após a Revolução dos Cravos em 1974.
A Fortaleza de Peniche, localizada na cidade de Peniche, foi utilizada como prisão política durante o Estado Novo, regime que governou Portugal por quase 50 anos. Entre as décadas de 1930 e 1970, centenas de presos políticos foram encarcerados em suas celas, muitos deles lutando por ideais democráticos e pela liberdade do país.
Após a Revolução dos Cravos, a Fortaleza de Peniche foi desativada como prisão e tornou-se um importante símbolo da luta pela liberdade e da resistência à opressão. Foi então que surgiu a ideia de transformar o espaço em um museu, a fim de preservar a memória e a história desses heróis que tanto contribuíram para a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
O projeto de criação do Museu Nacional da Resistência e Liberdade foi idealizado pelo governo português em parceria com a Câmara Municipal de Peniche e a Associação de Defesa do Patrimônio de Peniche. O objetivo era transformar a fortaleza em um local de memória e reflexão sobre o período da ditadura e os anos de resistência.
Com um investimento de cerca de 3 milhões de euros, o museu foi inaugurado no dia 25 de abril de 2019, data que marca o aniversário da Revolução dos Cravos. O projeto de restauro e adaptação da fortaleza foi feito de forma a preservar a estrutura original do prédio, mas também a criar um espaço moderno e interativo, capaz de transmitir aos visitantes a importância histórica daquele lugar.
Ao entrar no museu, os visitantes são convidados a percorrer um caminho que os leva a conhecer a história da prisão e dos presos políticos, bem como o contexto político e social em que estavam inseridos. São apresentados documentos, fotografias, objetos pessoais e depoimentos de ex-presos políticos que ajudam a compreender a gravidade daquele período e a coragem dos que lutaram por mudanças.
Entre os espaços mais impactantes do museu, está a antiga cela de isolamento, onde muitos presos políticos foram submetidos a torturas e maus-tratos. A cela foi mantida exatamente como era na época, como forma de preservar a autenticidade do local. Além disso, há uma sala que reproduz o ambiente das visitas familiares aos presos, relembrando a dor e a saudade que permeavam a vida dos familiares e amigos dos encarcerados.
O Museu Nacional da Resistência e Liberdade também possui uma sala dedicada às mulheres que lutaram contra a ditadura e uma área destinada a exposições temporárias, que trazem temas relacionados à liberdade e aos direitos humanos. Há também um auditório, onde são realizados eventos, palestras e debates sobre a história do período e a importância da democracia.
O espaço museológico tem recebido grande número de visitantes desde a sua inauguração, o que demonstra o interesse e a relevância do tema para a sociedade portuguesa. Além disso, o museu tem sido elogiado pela forma como aborda o período da ditadura e a resistência à opressão, com uma abordagem sensível e respeitosa para com as vítimas e os heróis que lutaram pela liberdade.
O Museu Nacional da Resistência e Liberdade é um importante patrimônio



