A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) divulgou recentemente seu resultado financeiro do primeiro trimestre de 2021, apresentando um lucro líquido de R$ 1,038 bilhão. Apesar de ser um número expressivo, representa uma queda de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Essa diminuição no lucro líquido da empresa pode ser explicada pela exposição da Cemig à diferença de preços entre os diversos submercados em que atua. Com a pandemia do coronavírus afetando a economia mundial, houve uma redução no consumo de energia, o que consequentemente impactou os preços praticados no mercado.
No entanto, é importante ressaltar que, apesar da queda no lucro líquido, a Cemig obteve um bom desempenho nos demais indicadores financeiros. A receita líquida da companhia cresceu 6,3%, atingindo R$ 6,376 bilhões, e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) registrou um aumento de 14,6%, chegando a R$ 1,766 bilhão.
Além disso, a empresa apresentou uma melhora significativa em sua dívida líquida, que caiu 12,3% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Isso demonstra a eficiência da gestão financeira da Cemig, que tem conseguido reduzir seu endividamento nos últimos anos.
Outro ponto positivo a ser destacado é o crescimento do segmento de distribuição de energia da companhia, que registrou um aumento de 7,7% em sua receita líquida. Esse resultado é reflexo dos investimentos realizados pela empresa na modernização e expansão de sua rede de distribuição, além de programas de eficiência energética.
A Cemig também ampliou sua presença no mercado de geração de energia, com o início da operação comercial de duas usinas hidrelétricas: Santo Antônio do Jacinto e Miranda. Esses empreendimentos somam mais de 400 MW de capacidade instalada e devem contribuir para o aumento da produção de energia limpa e renovável no país.
Outro destaque do primeiro trimestre foi a privatização da Cemig Telecom, que foi concluída em fevereiro deste ano. Com a venda de sua subsidiária de telecomunicações, a companhia arrecadou cerca de R$ 650 milhões, que serão utilizados para reduzir ainda mais sua dívida líquida.
A Cemig tem sido uma das empresas mais ativas no programa de desinvestimentos do governo, e já realizou a venda de participações em empresas como Taesa, Greenyellow e Transchile, entre outras. Essas operações fazem parte da estratégia de fortalecimento financeiro da companhia, que resultou na melhoria de sua nota de crédito pelas agências de rating.
Com uma gestão focada em eficiência, redução de custos e aumento de receitas, a Cemig tem conseguido enfrentar os desafios impostos pela pandemia e pelo cenário econômico atual. Além disso, a empresa se destaca pelo seu compromisso com a sustentabilidade, investindo em fontes de energia limpa e renovável, e atuando em projetos sociais nas comunidades onde está presente.
Diante de um cenário tão desafiador, a Cemig tem conseguido apresentar resultados sólidos e consistentes. Mesmo com a queda no lucro líquido no primeiro trimestre, a companhia se mostra resiliente e com grande potencial de crescimento. A diversificação de suas atividades e a busca por novas oportunidades de negócios, combinadas com uma gestão financeira sólida, fazem da Cemig uma empresa atrativa para investidores e



